Política

Após saída de Caio, PSDB se reúne

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda digerindo a renúncia de Caio Coube à presidência do partido em Bauru, sacramentada na última quarta-feira, o diretório municipal do PSDB se reúne hoje, a partir das 10h, no escritório político do deputado estadual Pedro Tobias. O encontro, o primeiro após a saída de Coube, promete ser movimentado, pois, além de repercutir o assunto, a expectativa dos tucanos gira em torno do posicionamento de Tobias sobre o tema, que tem evitado comentar desde o anúncio oficial do empresário.

O presidente interino do partido, o advogado Gilson Rodrigues de Lima, confirmou que a saída de Caio será um dos principais assuntos da reunião. “Discutiremos a saída do Caio certamente e isso será uma das questões centrais, além da escolha de uma data para escolha do novo presidente. Acho que esse processo do partido será normal, fazendo a sucessão do Caio e aguardando as convenções em agosto”, ressalta.

Além disso, Lima revela que o posicionamento do deputado estadual Pedro Tobias sobre a saída do empresário é aguardado com ansiedade pelos membros do partido. Desde que a “bomba” da renúncia de Coube atingiu o partido, o parlamentar tem evitado opinar sobre o assunto. “Ele não se manifestou sobre isso com ninguém ainda. Nem com a gente do partido. Por isso, é uma expectativa nossa que ele aborde o assunto”, frisa o presidente interino.

Já para Coaracy Antonio Domingues, um dos mais experientes militantes tucanos, o partido precisa fazer uma autocrítica e buscar um projeto definido. “O PSDB tem de definir se é oposição ou situação. Em nível estadual e federal fizemos acordo com o PT e, em Bauru, temos um vereador que é o líder do prefeito. São situações totalmente anômalas e acho que isso tem de ser discutido dentro do partido não necessariamente amanhã (hoje), mas no decorrer desse processo até agosto, que é quando se realizam as convenções”, analisa. E acrescenta:

“Se nós, militantes, já não estamos entendendo isso imagine a população, que está achando um absurdo e somos cobrados por isso. O partido precisa encontrar sua verdadeira identidade e seus rumos, senão vai acabar virando um PMDB, que está sempre a reboque da situação.”

Já o tucano João Parreira avalia que a saída de Coube não interfere na definição das candidaturas já desenhadas na legenda, como a dos vereadores tucanos Marcelo Borges e Antonio Carlos Garmes. “O partido tem uma vida extremamente organizada e essa mudança na presidência, embora não seja o que eu gostaria que ocorresse, não vejo que irá afetar em nada. Vejo com naturalidade e a vida partidária vai continuar”, argumenta.

Para Parreira, o processo eleitoral já está deflagrado no partido. “Há duas pessoas que se declaram candidatos publicamente e não há segredo, que é o Garmes e o Marcelo. Mas isso não impede que surjam outros nomes”, sustenta.

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