Economia & Negócios

Consumo de GNV aumenta mesmo sem oficina credenciada

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

O único posto de combustíveis de Bauru que comercializa gás natural veicular (GNV) registra aumento de 100% na venda do produto em comparação com os primeiros dez dias de atividade. Isso ocorre mesmo sem existir nenhuma oficina mecânica autorizada a instalar o kit de adaptação que possibilita o abastecimento do veículo com o gás.

O GNV começou a ser vendido no dia 25 de janeiro em um posto Petrobras localizado na quadra 12 da avenida Cruzeiro do Sul. Até o dia 5 de fevereiro, em média 50 carros eram abastecidos com o gás diariamente. Segundo o gerente do estabelecimento, atualmente essa média está em 100 automóveis por dia. “Precisamos até pedir uma nova bomba (para abastecer), aponta Arnaldo César Fernandes.

Ele confessa estar surpreso com a demanda e afirma atender, na maioria das vezes, motoristas de outras cidades. “A gente não imaginava que teria tanto carro a gás aqui. Ontem, por exemplo, vendemos 2.400 metros cúbicos do produto. E hoje (terça-feira), duas pessoas de São Paulo que planejam viagem para o Interior nos ligaram para perguntar o endereço do posto. A demanda é bem maior para ‘estrangeiros’, conta.

Viagens

A reportagem do Jornal da Ciadade constatou o movimento enquanto esteve no posto. Em viagem de férias, rumo à casa de parentes em Presidente Alves, o gráfico Gildo Barbosa, morador de Vinhedo, região de Campinas (SP), parou no estabelecimento para encher o tanque. “Já tinha informações dos meus parentes de que aqui poderia abastecer e decidi parar”, conta.

Ele afirma que, na região de Campinas, o combustível é amplamente utilizado. “Já comprei meu carro modificado, o dono anterior disse que gastou R$ 6 mil para a conversão. Mas em pouco tempo isso é recuperado. A economia é, em media, de 50% em comparação com a gasolina”, revela o gráfico, que afirma não perceber queda de rendimento do carro em virtude da utilização do gás.

Já a bauruense Mara Regina conta que decidiu converter seu carro há um mês, após o anúncio do início da venda de GNV na cidade. “Gastei R$ 4 mil apenas com o kit, sem contar as viagens para São Paulo, onde foi feita a instalação, já que aqui não existem oficinas autorizadas”, conta.

Ela reclama da falta de opção na hora do abastecimento e da dificuldade para manutenção do equipamento. “Tenho que sair do Jardim Terra Branca e andar cerca de sete quilômetros para poder abastecer. Além disso, caso aconteça algum problema, terei que viajar até a Capital para resolver”, lamenta a motorista, que afirma registrar economia de 60%.

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Sem previsão

Segundo o gerente da Petrobras Distribuidora em Bauru, Carlos Roberto Catarini, não existe previsão para que novos pontos de venda do gás natural veicular (GNV) sejam instalados na cidade. “Todo investimento dependerá da demanda. Por enquanto, não existe nenhum projeto de ampliação, principalmente porque Bauru ainda não tem frota de carros a gás formada”, considera.

“Para ocorrer um crescimento acentuado na comercialização, será preciso ter empresas aptas a efetuar a conversão e motoristas dispostos a utilizar a nova opção”, completa.

Segundo Catarini, no primeiro mês de vendas foram comercializados 60 mil metros cúbicos do combustível em Bauru - média de 2 mil metros cúbicos diariamente. “É muito cedo para traçarmos um panorama. Estamos passando por um período de adaptação, ajuste e regulagem do sistema”, diz.

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