A dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que até então estava mais concentrada na região da Vila Universitária, agora está avançando na zona leste de Bauru. Ontem, a Secretaria Municipal de Saúde recebeu a confirmação de mais cinco casos da doença, dos quais quatro são na área leste: dois na Vila São Paulo, um no Núcleo Mary Dota e um no Parque Vista Alegre. O quinto paciente mora no Jardim Redentor 2, região que até então tinha apenas um caso da doença.
Com as novas confirmações, agora Bauru contabiliza 35 casos de dengue neste ano - 22 contraídos na cidade, os chamados autóctones, e 13 importados - contra 54 durante todo o ano de 2006. Dos 35 casos deste ano, 11 foram registrados na Vila Universitária. A explicação para o fato é que o Centrinho recebe pacientes de todo o Brasil, inclusive de regiões com epidemia da doença.
Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem através de fontes de água ou alimento. Mas quando uma fêmea do mosquito Aedes aegypti pica uma pessoa doente, ele se infecta e, a partir daí, passa a transmitir a dengue. E os agentes de saúde constataram que na Vila Universitária há muitas piscinas e vasos de plantas com água, locais propícios para procriação do mosquito.
O inseto pica durante o dia e está mais adaptado ao ambiente urbano. Na sua fase larvária, vive na água limpa e parada, na água armazenada para uso doméstico, ou em qualquer lugar onde haja água limpa acumulada. Por isso, os agentes de saúde indicam colocar cloro na água da piscina, areia no fundo dos vasos e não deixar recipientes que acumulem água ao ar livre, inclusive tampinhas de refrigerantes. Preocupada com a doença, Maria Lúcia Silva, moradora no Parque Vista Alegre, conta que segue as instruções dos agentes de saúde que visitam as casas periodicamente. “Tenho poucos vasos, mas ponho espuma no fundo deles”, conta, explicando que assim evita a procriação do mosquito.
Riscos
A dengue é uma doença infecciosa aguda de curta duração. Porém, se o vírus é do tipo que causa a forma hemorrágica da doença, o que é mais comum ocorrer a partir da segunda vez de infecção, o paciente corre risco de morte. A Secretaria de Saúde informa que o bloqueio e busca ativa, que consiste em visitas às residências e eliminação de criadouros do Ades e levantamento de novos casos, já foi realizado nos bairros que registraram os novos casos. A equipe de nebulização, visando matar o mosquito adulto, já está trabalhando na Vila São Paulo. O próximo bairro a receber a nebulização será o Jardim Europa.