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Local confortável ajuda a estudar para vestibular

Por Fernanda Nogueira | Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

Ter um local de estudos confortável e bem equipado em casa ajuda na hora da preparação para o vestibular. Desfrutar de um escritório ou de uma biblioteca é o ideal, mas, na falta deles, o quarto, além de proporcionar boas noites de sono, também pode favorecer as horas de estudo. Para isso basta que recomendações básicas sejam seguidas e que as duas funções - descanso e trabalho - se misturem o mínimo possível.

O primeiro passo é providenciar uma bancada, mesa ou escrivaninha com espaço suficiente para acomodar um computador e para distribuir livros e cadernos. A altura ideal do móvel fica entre 70 centímetros e 75 centímetros, segundo o arquiteto Carlos André Palatnic. “Uma mesa com a altura errada vai causar desconforto e dar dor nas costas’’, explica Palatnic.

Uma boa opção de material para usar na mesa é a fórmica. “É fácil de limpar e boa para escrever e desenhar em cima’’, afirma o arquiteto. Já a cadeira precisa ter altura regulável e ser confortável. Os fios do computador precisam ficar embutidos e elementos como a HD e a impressora devem ficar em armários e gavetas para ficarem à mostra só quando forem ser usados.

“Isso é para que não interfiram demais nas outras funções do espaço, dando a impressão de que a pessoa está dormindo num escritório’’, diz Palatnic. O local em que ficarem os aparelhos tem de ser bem ventilado.

Marcel Povlovitsch Seixas, 18 anos, estuda durante o dia no cursinho e à noite em casa. O quarto dele é equipado com uma escrivaninha grande, computador, prateleiras e luminária. “É bem confortável’’, afirma o estudante.

Os pontos fracos, segundo o arquiteto Itamar Berezin, são a cadeira, com encosto de madeira, e a altura da luminária, “muito baixa’’. A posição da mesa de Marcel em relação à janela está certa. “De preferência, deve ficar de lado, para o estudante se beneficiar da boa claridade e ventilação. Se ficar de frente, a luz pode bater no rosto’’, diz Berezin.

Já no quarto de Marina de Oliveira Evangelista, 17 anos, a mesa fica em frente à janela, o que pode causar calor excessivo e tirar a atenção. “A janela fica virada para a rua, mas, como o movimento é tranqüilo, não me distraio muito. O sol também não me incomoda’’, diz Marina.

De acordo com os arquitetos, sobre a escrivaninha precisam ficar apenas o computador e os livros que serão usados no dia. O restante do material deve ficar em gavetas, prateleiras ou armários. “É importante que a mesa e o quarto em geral estejam sempre bem arrumados’’, afirma Berezin.

No caso de Ana Luiza Narvaez Ragnolli, 18 anos, o problema é o espaço reduzido do quarto. “Só cabe a cama, duas cômodas e dois armários’’, diz. Por isso, ela estuda na mesa de jantar, quando a mãe não está em casa, ou senão distribui almofadas e edredons do lado da cama e senta no chão do quarto.

Se o dormitório é pequeno, a sugestão de Palatnic é, quando possível, usar uma cama suspensa, espécie de mezanino, e embutir a escrivaninha e prateleiras embaixo dela. “A iluminação poderá ser instalada embaixo da cama.’’ Armários altos também ajudam a desobstruir o espaço e favorecem a movimentação no dormitório. Outra opção é que a mesa seja um elemento que possa ser escamoteado, ou seja, que quando não estiver sendo usada “desapareça’’ ao ser presa à parede ou a um armário.

Quando a necessidade é abafar ruídos vindos de fora, tapetes, cortinas e quadros são aliados. “Normalmente, os dormitórios já são mais silenciosos do que outros cômodos, mas tecidos e madeiras ajudam a evitar o eco’’, diz Berezin.

O mesmo truque pode ser usado no corredor de acesso ao quarto. A melhor iluminação é a natural. Para as noites de estudo, os arquitetos sugerem o uso de lâmpadas fluorescentes. “As com tom amarelado são as mais agradáveis’’, diz Berezin.

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Feng shui

O feng shui, técnica chinesa de harmonização de ambientes segundo a qual a energia dos habitantes de um local está relacionada à disposição de seus móveis e objetos, também pode ser uma ajuda extra na hora de estudar em casa, de acordo com a arquiteta e diretora do Instituto Brasileiro de Feng Shui, Maria Teresa Saldanha.

A filosofia prega que o ideal é que a escrivaninha fique de costas para a parede. “Perceber movimentos atrás de você perturba a concentração’’, explica Maria Teresa. Outra regra é tentar reduzir ao máximo o número de brinquedos e outros objetos decorativos no quarto e aumentar a quantidade de livros. “Muita informação visual também atrapalha’’, diz a arquiteta.

Estudar em um ambiente silencioso é importante, de acordo com o feng shui. “Música direciona o pensamento às emoções’’, afirma. Diferentemente da regra, a estudante Ana Luiza Narvaez Ragnolli afirma se beneficiar das músicas que ouve enquanto estuda. “Associo as canções com as matérias que estou estudando. Uma música do Djavan me lembra Revolução Francesa, por exemplo’’, diz Ana Luiza.

Já Marina de Oliveira Evangelista afirma que segue a recomendação. “Às vezes, até ouço música enquanto leio, mas atrapalha. Prefiro o silêncio’’, diz a estudante.

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