Bairros

Lan houses amenizam problema na periferia

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

A proliferação das lan houses - estabelecimentos comerciais nos quais é oferecido acesso à Internet e a jogos de computador em rede - pela periferia de Bauru é um fator que vem ajudando a amenizar o problema da falta de opções de lazer voltados para os jovens. Empresários do setor calculam que existam, atualmente, mais de 50 em funcionamento na cidade.

Algumas delas, localizadas em bairros distantes do Centro, adquiriram dimensões consideráveis. Um lan house situada na avenida Marcos de Paula Raphael, no Núcleo Mary Dota (zona norte de Bauru), conta com cerca de 30 computadores à disposição do público.

O negócio parece ser promissor. A qualquer hora que se entre no estabelecimento, a cena que se vês é a mesma: todas as máquinas lotadas, às vezes até com uma pequena fila de espera. José Roberto Lopes Gomes, 48 anos, nem gosta muito de comentar sobre a rentabilidade do negócio. Ele teme atrair novos concorrentes para a vizinhança. “Mas pode ter certeza de que nosso público é bem grande”, afirma.

Pelas contas dele, jovens são maioria entre os freqüentadores. “Também recebo muitos adultos, só que a maioria dos nossos usuários é adolescente”, confirma. Uma delas, Danielen Moraes Guedes, aproveitava a tarde da última segunda-feira para trocar idéias com os amigos por meio do MSN (software que permite a realização de conversas em tempo real, via Internet).

Moradora do Mary Dota, ela freqüenta o estabelecimento desde que foi inaugurado, cerca de três anos atrás. “Venho aqui umas três vezes por semana”, afirma. Se a lan house não existisse no bairro, Guedes teria bem menos opções de lazer à disposição. “Aqui no Mary Dota não há muito o que se fazer”, reconhece.

Nos finais de semana, a jovem costuma freqüentar uma casa de samba localizada no próprio bairro. Ao contrário dela, muitos usuários de lan houses não querem nem ouvir falar em divertimentos agitados. Edson Carlos Tavares da Silva é solteiro, mora no Mary Dota, tem 32 anos, mas não gosta muito de ir às baladas.

Nos momentos de descanso, ele prefere ir à lan house para jogar ou conversar com os amigos via Internet. “Venho mais para relaxar. Se não estivesse aqui, ficaria em casa lendo”, afirma.

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