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Falta empreendedorismo em Bauru


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Às vezes, quando analiso a quantidade de pequenas indústrias que existem em várias cidades do Estado, por aí afora, e lembro daquelas que temos aqui, chego a pensar que falta espírito empreendedor nessa cidade.

Sei que temos ótimas empresas como Tilibra, Plasútil, Adams, Sukest, Ebara, Mondelli; várias empresas de baterias, de calçados, confecções; algumas de alimentos, mas tenho a impressão de que poderíamos ter muito mais.

Por exemplo, não temos uma indústria de refrigerantes em Bauru (tínhamos há alguns anos a Antártica e Coca-Cola) e tivemos uma chamada Refsol recentemente, mas atualmente, nada. Com a boa localização da cidade para distribuição, com a boa qualidade e abundância de água que temos por aqui, será que não seria viável a instalação de uma indústria dessas em Bauru?

Já ouvi dizer que indústrias como as de velas e vinagre, por exemplo, são indústrias que não exigem muitos investimentos, mas não temos nenhuma dessas por aqui.

Temos, também em Bauru, vários cursos de engenharia e de computação pela Unesp, o que poderia fazer com que tivéssemos indústrias ligadas a essas áreas na cidade, mas o que temos até então, não é nada de tão expressivo.

Mas além da aparente falta de empreendedorismo, o que falta mesmo é boa vontade dos nossos políticos em oferecer condições atraentes para empresários e infra-estrutura adequada para que eles se instalem aqui. Em algumas cidades, como Indaiatuba e Limeira, há outdoors incentivando empresários a se instalar nessas cidades. Quando será que veremos algo semelhante aqui? Até quando ocorrerá desrespeito com nossa cidade?

Bauru é considerada “cidade sem limites”, mas será mesmo que não há limites? Temos tudo para dar certo, boa localização dentro do Estado, entroncamento de rodovias, ferrovias, vias fluviais e ainda contamos com um novo aeroporto de porte internacional para nossos empresários escoarem suas produções. Então, o que falta de verdade? Até quando suportaremos ver a nossa cidade parada no tempo? Vamos voltar ao começo! Será mesmo que falta empreendedorismo? Ou será falta de seriedade em administrar esta cidade que tanto amamos?

O autor, Carlos Roberto Lino Rodrigues Júnior, é estudante de Administração na Faculdade Fênix

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