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Para Geddel, partido não fará pressão por mais pastas

Folhapress
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Brasília - O PMDB não fará um cavalo de batalha para conquistar um quarto ministério no governo Lula. O partido será contemplado na reforma ministerial com a pasta da Integração Nacional e manterá os ministérios das Comunicações e das Minas e Energia.

A bancada da Câmara pressiona o governo para garantir mais uma vaga e se igualar com a do Senado que fez duas indicações. Segundo o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), indicado para assumir a pasta da Integração Nacional, no entanto, o partido não fará com o presidente Lula “conversa de pressão indevida”, o que não seria bom “nem para o partido nem para a sustentação do governo”.

No início da semana, o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), deverá se reunir com o presidente Lula para conversas finais sobre o espaço que o partido terá no governo. Temer levará o pleito da bancada para assumir mais uma pasta - Turismo ou Agricultura - e ainda iniciará as discussões sobre os demais escalões do governo.

A expectativa é que Lula anuncie a reforma ministerial na quinta-feira. “Será abordado nessa conversa o que é bom para o País e para o governo na visão do PMDB”, disse Geddel. As duas pastas que estão na mira do PMDB já têm donos. O Turismo deve ficar com a ex-prefeita Marta Suplicy (PT-SP) e a Agricultura com o PTB. Embora não seja a pasta preferencial do PT, Marta vem sendo pressionada a aceitar o Turismo para que o partido não perca esse espaço para outra legenda.

Garotinho

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PMDB) trocou ontem o discurso de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo de apoio à coalizão. Em discurso na convenção do PMDB, Garotinho ponderou que o partido não pode ser uma “sucursal do PT”, mas deve garantir ao presidente apoio incondicional.

Segundo Garotinho, não há mais espaço no PMDB para fazer oposição ao governo. “Aqueles que fazem o jogo dúbio não terão mais espaço no PMDB. O PMDB não faltará ao governo do presidente Lula”, disse.

O peemedebista chegou a mandar um recado para Lula. “Vossa Excelência tenha a certeza de que o PMDB andará unido pelo desenvolvimento do Brasil.” Garotinho instou o PMDB a defender o governo “em todos os momentos em que a direita tramar contra o governo, que o PFL e o PSDB tentarem armar contra o presidente”.

Segundo interlocutores do ex-governador, a mudança no discurso tem como objetivo evitar seu isolamento político. Crítico do primeiro mandato do presidente Lula, Garotinho se viu isolado com a aliança entre Lula e o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e decidiu demonstrar sintonia com o governo, até mesmo para se cacifar como um nome da coalizão para a sucessão de 2010.

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