Em 1986, data da primeira eleição de Arnaldo Jardim, hoje deputado federal, um grupo de amigos do então candidato montou um comitê de apoio em Bauru. Deste grupo, participava Sergio Baracat, hoje assessor do prefeito Tuga Angerami.
A base do grupo era uma casa alugada na rua Antonio Alves, no Centro da cidade. E lá nos reuníamos todos os dias para definir estratégias da campanha. Numa segunda-feira, logo cedo, chegamos juntos, Baracat e eu. Abrimos a casa e ao entrarmos, logo na primeira sala, sentimos um forte cheiro de flor. E quanto mais entrávamos, o cheiro mais forte ficava. Baracat, desconfiado, dizia que haviam feito macumba ou coisas do gênero e queria fechar a casa e ir embora. Diante da minha insistência de que precisávamos entrar, se colocou atrás de mim e olhava embaixo das mesas e atrás das portas. Até que, com todo receio, chegamos à porta da cozinha no fundo da casa que dava para um amplo quintal, onde florescia uma enorme jabuticabeira. Desvendado o mistério, Baracat nunca mais quis comentar o assunto.
História contada pela jornalista Silvia Oliva