O grupo Anhangüera Educacional, de Valinhos (SP), comprou a Faculdade Fênix, que atua no ensino superior em Bauru há três anos. Desde ontem, a instituição administra a faculdade. As duas unidades do Colégio Fênix permanecem com o grupo original, informa o diretor-administrativo Divaldo Disposti.
De acordo com ele, a Faculdade Fênix foi procurada por representantes do Anhangüera Educacional em meados do mês passado. “Eles fizeram uma oferta que consideramos bastante justa”, conta Disposti, sem poder revelar valores. O diretor destaca a qualidade do grupo de Valinhos, que mantém instituições de ensino superior em todo Estado.
Mesmo após a compra, a faculdade, que atende dois mil universitários em 14 cursos de graduação, manterá o nome, professores e corpo técnico. “A faculdade é uma instituição de muito sucesso. Atingimos em um curto espaço de tempo alguns números que impressionam”, avalia. Para ele, o processo foi positivo. “Me sinto com o dever cumprido. Montamos uma instituição séria e estamos passando para uma outra entidade séria, que vai dar continuidade ao que pretendíamos e vai investir em algo a mais”, analisa.
A área que o colégio possui na avenida Nações Unidas, próximo ao Terminal Rodoviário (antiga fábrica da Antarctica), não entrou nas negociações, bem como o prédio atual da faculdade. “Deixamos o ensino superior e estamos voltados para o ensino infantil, fundamental, médio e para o cursinho”, ressalta Disposti. De acordo com o diretor, o foco da instituição agora está todo voltado para o colégio. “Vamos concentrar nossas energias no colégio, que cresce a cada dia”, ressalta.
Atualmente, estudam no Colégio Fênix 1,4 mil alunos. Disposti também revela que a instituição já possui projetos para essa nova etapa. “Temos alguns planos para um futuro próximo. Traremos novidades para esse setor”, garante.
Para Disposti, Bauru saiu ganhando com a negociação. “Um grupo forte vai se instalar na cidade, Os alunos da faculdade terão todo o amparo para desenvolver seus estudos. Além disso, com certeza serão gerados mais empregos”, pontua.
Na Bolsa
Primeira instituição de ensino a abrir capital no Brasil, a Anhangüera Educacional estreou nesta segunda-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e com ela tem 28% de suas ações negociadas em mercado (free float, em inglês).
A empresa adotou unidades de uma ação ordinária e seis preferenciais para restringir a participação de estrangeiros no capital votante, já que a reforma universitária prevê que no máximo 30% dos papéis com direito a voto fiquem nas mãos de investidores externos, segundo o diretor-presidente da companhia, Antônio Carbonari Netto.
Também foi por este motivo que a empresa optou pelo Nível 2 de governança corporativa em vez do Novo Mercado, que não permite a existência de ações preferenciais.
Desde o ano letivo 2004, o Centro Universitário Anhangüera - Unidade Leme e Unidade Pirassununga, as Faculdades de Valinhos, a Faculdade Politécnica de Jundiaí, a Faculdade Comunitária de Campinas (Unidades 1, 2 e 3) e a Faculdade Politécnica de Matão tiveram suas entidades mantenedoras integradas na Anhangüera Educacional.