Banana Bowl
Teve início ontem a 37ª edição do Torneio Banana Bowl para tenistas até 18 anos. Esse torneio foi criado em 1968 por Alcides Procópio, então presidente da Federação Paulista de Tênis. Procópio também sugeriu o nome Banana Bowl, querendo criar uma versão brasileira do Orange Bowl (torneio disputado em Miami, considerado o campeonato mundial para juvenis). Alguns tenistas famosos passaram pelo torneio quando eram juvenis como: o americano John Mc Enroe, o checo Ivan Lendl, a argentina Gabriela Sabatini, Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni e muitos outros. Este ano os jogos serão disputados em São José dos Campos (categoria 17/18 anos) e no Clube Pinheiros, em São Paulo (categorias 13/14 e 15/16). Alguns tenistas do Bauru Tênis Clube estarão em ação: Isadora Busch (Adidas), categoria até 16 anos; Pedro Scocuglia (Colégio Fênix /NB Sports) e Diógenes Abreu Neto, ambos na categoria até 16 anos. Isadora e Pedro já estavam na chave principal, mas Diógenes, mostrando grande evolução de jogo, teve que passar por um duro qualificatório, onde venceu cinco jogos. Daniel Bustamante (14 anos), Lucas Mendes (16 anos) e Rodolfo Bustamante (18 anos), ficaram na fase qualificatória.
Crítica à CBT
A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) ganhou mais um inimigo quando o assunto são os critérios de convocação dos tenistas que disputarão e representarão o Brasil no Pan, em julho, no Rio de Janeiro. Assim como Gustavo Kuerten já havia feito dias antes, o atual número 1 do Brasil, Thiago Alves, criticou a decisão da Confederação sobre o critério que será utilizado para chamar os tenistas. “Deveria ser pelo ranking. Estamos trabalhando para jogar os torneios da ATP, somar nossos pontos, e aí os caras (CBT) escolhem que o critério será por indicação. Não é justo. Mas se é assim que determinaram, temos que esperar”, disparou Thiago Alves. Escolha por indicação e não por ranking, é o mesmo que dizer, “só vai jogar quem for nosso amigo ou do nosso interesse”.
Lição com Guga
Em 2003, na segunda rodada do torneio de Indian Wells, Roger Federer foi derrotado por Gustavo Kuerten. O suíço disse que tudo começou a mudar depois daquele jogo. Federer conta que entrou na quadra com uma estratégia e confiante da vitória. “Sabia que Gustavo gostava de sacar no ‘backhand’ (esquerda). Os 15 primeiros saques foram na minha direita. E eu não estava preparado para isso”, disse rindo. Apesar da derrota, Federer afirma que aquele jogo mudou sua carreira para sempre. “Eu me lembro que a partida foi uma lição para mim. Eu não podia mais me basear no jogo do adversário, mas sim melhorar o meu. E é isto que faço hoje. Não penso nas partidas. Vou para a quadra e tento o meu melhor”, concluiu o suíço. Na época daquela partida ele era o quarto do mundo, hoje o primeiro. No último domingo, encerrando uma série de 41 vitórias seguidas e aparentando estar com algum problema no pé, Roger Federer voltou a perder nesse mesmo torneio, desta vez em sua partida de estréia. Quem o venceu foi o argentino Guillermo Cañas com as parciais de 7/5 e 6/2.
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Dica
Quando você executar uma bola baixa, como um meio-voleio ou bate-pronto, deve não apenas abaixar (dobrar os joelhos) para golpear a bola, mas também continuar agachado até o “follow-through” (terminação). Caso se levante antes de terminado o impacto, aumentarão as chances de sua bola subir muito e ir para fora da quadra. Permanecendo agachado, você executará um golpe sólido e que não passará muito acima da rede, tornando mais difícil sua devolução.
Curiosidade 1
A última vez que um brasileiro conquistou o Banana Bowl na categoria 18 anos, foi em 1981 com Eduardo Oncins vencendo na final o bauruense Edvaldo Oliveira. Fernando Meligeni, poderia ter encerrado essa longa espera em 1989, quando venceu o torneio. Mas, naquela época ele nascido na Argentina, ainda disputava por sua terra natal. Somente anos depois se naturalizou brasileiro e passou a ter ‘Brasil’ ao lado do seu nome nas chaves dos torneios.
Curiosidade 2
O americano James Blake, vice-campeão do Masters Series de Indian Wells em 2006, mostrou que além de ótimo tenista é bom golfista também. Blake conseguiu, na semana passada, durante a rodada de golfe no La Quinta Resort (Califórnia), um raro “hole-in-one” (encaixar a bola no buraco com apenas uma tacada). Sua tacada foi dada a uma distância de 202 jardas ou 184 metros e 70 centímetros. Blake disse que, na verdade, esta foi a segunda vez que consegue tal façanha. A primeira vez foi em dezembro, jogando em Saddlebrook (Florida).