Regional

Oposição espera imparcialidade nas investigações

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Após o sorteio que definiu os três membros da Comissão Processante do Plano Diretor, intalada na Câmara Municipal de Jaú, os comentários era de que o prefeito João Sanzovo Neto (PSDB) reverteria com certa facilidade a situação difícil de ser investigado na Câmara, podendo perder o mandato.

Os comentários se baseavam no fato da CP ser constituída por ter aliados do prefeito: na presidência, o vereador Emílio Baldini (PSB); como relator, José Mineiro Camargo (PSB); e como membro, José Luiz Sette (PSDB), líder da bancada governista.

Camargo, que ocupa a relatoria da Comissão, avalia que o trabalho será pautado pela transparência: “Vamos fazer o que tem que ser feito honestamente. Só que eu acho uma grande bobeira isso (instalação da CP). O loteador (Antônio Ailton Caseiro) vende lote há 50 anos em Jaú e não foi cria do prefeito. Eu coloco a mão no fogo por esse homem”.

Rafael Agostini (PT) era um dos mais decepcionados com o resultado do sorteio. “Espero que os colegas tenham imparcialidade e conduzam as investigações de forma transparente, numa investigação técnica e não política, que é o que espera a população da cidade”, ressalta.

O vereador José Carlos Borgo (PMDB), no sexto mandato consecutivo na Câmara, disse que os parlamentares que votaram a favor da instalação da CP não mudam seu voto e sempre votam contra o prefeito. Questionado pela reportagem do JC sobre a possibilidade do relatório que deve ser apresentado pela Processante num prazo de 90 dias seja favorável ao prefeito João Sanzovo Neto, pedindo o arquivamento do processo, Borgo manteve sua posição: “Se for favorável ao prefeito, eles (oposição) votam contra. Se for contra, eles aprovam”.

Após a instalação da CP, uma carta assinada pelo prefeito foi distribuída com nove tópicos. O conteúdo menciona que a Câmara errou ao instalar a Comissão sem a aprovação de dois terços (oito votos), como previsto na Lei Orgânica do Município (artigo 43).

A presidente da Câmara, vereadora Rita de Cássia Chacon (PTB), definiu que a votação se daria pela maioria simples conforme previsto no decreto lei 201/67. Fábio Morais, gerente jurídico da Câmara, explicou que a decisão pelo decreto se baseia em vários pareceres de outros Legislativos, inclusive da Câmara Municipal de São Paulo.

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