Tribuna do Leitor

Dois pesos, duas medidas?


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Meu nome é Raquel Felício Milazzotto. Sou proprietária do Bingo Sem Limites. Estou indignada como cidadã e empresária! Na realidade, gostaria de falar alguma coisa a respeito de tudo o que vem acontecendo aqui na cidade com relação aos bingos e também para dar uma satisfação a todos os clientes do Bingo Sem Limites que cruzam comigo na rua e me perguntam: o que está acontecendo que você não consegue abrir o bingo? E a resposta é: não sei.

Sou uma pessoa letrada, tenho três cursos superiores e estou me sentindo discriminada, incapaz e incompetente. A impressão que dá é que, quando abri o Bingo Sem Limites, eu fiz alguma coisa fora da lei. Como disse o Emir Maddi, em matéria publicada na edição de 13/3/07 do JC, “a lei não restringe a abertura de casas de bingo”. Portanto, por que outras quatro novas casas conseguem abrir e o Bingo Sem Limites, que também é uma nova casa, não consegue?

Tenho discernimento suficiente pra saber que está havendo aqui em Bauru uma discriminação com o Bingo Sem Limites. A minha casa está sendo discriminada... Eu estou sendo discriminada. Algum problema uma engenheira querer se tornar empresária no ramo de entretenimentos?

Não sou formada em direito (sou engenheira), mas sei que a lei deve ser igual para todos, e aqui em Bauru não está acontecendo isso!

Disseram na matéria que uma nova casa abriu as portas. O Bingo Sem Limites é uma casa nova. E está fechada. Disseram que está conveniada a uma entidade desportiva... O Bingo Sem Limites também está ligado a uma entidade desportiva e está fechado.

Fica aqui a minha pergunta para a comunidade bauruense: “Se todas essas casas foram devidamente autorizadas a funcionar, por que não a minha? Por que não o Bingo Sem Limites?” Eu gostaria de receber alguma resposta.

Raquel Felício Milazzotto

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