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Ressuscita projeto de câmeras para vigiar Calçadão

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

O projeto de monitoramento por câmeras das sete quadras do Calçadão da Batista de Carvalho e das praças Machado de Mello e Rui Barbosa voltou a ganhar fôlego nesta semana. Ontem, uma reunião entre o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, a Associação das Empresas do Calçadão (AEC) e a Polícia Militar (PM) retomou os estudos sobre instalações de câmeras na área para aumentar a segurança dos lojistas, clientes e moradores da região.

“Em breve, vamos marcar uma reunião com o prefeito para iniciar as negociações de um convênio entre município e AEC para a instalação das câmeras”, conta o vereador Primo Mangialardo (PV). Para ele, o prefeito Tuga Angerami (sem partido) é favorável à proposta. Em dezembro do ano passado, ele aprovou emenda propostapor Mangialardo, que destina R$ 200 mil para a aquisição de equipamentos eletrônicos de segurança a serem instalados em pontos estratégicos da cidade.

O grupo ainda vai estudar a melhor forma de instalar o sistema, mas a idéia inicial é que todas as quadras do Calçadão e as praças Machado de Mello e Rui Barbosa sejam cobertas pelas filmagens. Mangialardo avalia que a parte mais complicada do projeto é o monitoramento. Para ele, o ideal seria que a PM monitorasse as imagens. “Os terminais poderiam ficar na Base Comunitária Centro da PM”, sugere.

Porém, de acordo com o major Nelson Garcia Filho, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), a PM não está autorizada esse tipo de trabalho. “Mas podemos elaborar um pedido ao alto comando para expor as circunstâncias”, sugere. Porém, ele avalia que, pela formação técnica, o policial seria o melhor profissional para acompanhar as imagens captadas pelas câmeras e avaliar atitudes suspeitas.

Mais avenidas

A proposta inicial de monitoramento era instalar câmeras nas primeiras nove quadras da avenida Getúlio Vargas, mas a área central passou a ser o foco do projeto. “Será uma primeira experiência, um piloto. O projeto todo engloba, além do Centro, as principais avenidas de entrada da cidade”, explica Mangialardo. Assim, também seriam beneficiadas as avenidas Moussa Tobias e Pinheiro Machado, além do Centro e da Getúlio Vargas.

Para o major Garcia, o monitoramento seria uma forma não só de tornar o Centro mais seguro, como serviria para atrair investimentos a Bauru.

“Com as câmeras, é possível identificar criminosos, inibir furto, tráfico. Tornando a cidade mais segura, você agrega valor econômico, porque além dos índices cada vez mais baixos de criminalidade da cidade, você também pode contar com essa maior segurança no Centro. E isso atrai investidores”, observa.

Empolgado com a possibilidade de oferecer maior segurança para o Calçadão, o vice-presidente da AEC, Francisco Franco de Bernardis, o Kiko, elogiou a retomada do projeto. “Vamos fazer os estudos e planificar os valores. A AEC está bastante interessada em participar desse convênio”, garante.

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Exemplo de Ourinhos

A Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos instalou, há três semanas, 15 câmeras para garantir a segurança de cerca de 30 quadras da área comercial da cidade. Segundo Diógenes Corrêa Leite, presidente da entidade, o investimento inicial foi de R$ 80 mil para comprar e, instalar o equipamento e montar a central de monitoramento. A cidade, desde 2004, já contava com uma câmera. Com os novos dispositivos, hoje o comércio de Ourinhos é vigiado por 16 delas.

Uma empresa foi contratada para todo esse processo e hoje faz o monitoramento da área 24 horas por dia. As imagens são gravadas e ficam disponíveis por 30 dias, depois são apagadas. “Ourinhos é um pólo regional de comércio. Nosso objetivo foi dar maior tranqüilidade aos clientes e também atrair mais empresas, oferecendo esse diferencial”, explica Leite.

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