Bairros

Bauru chega a 48 casos de dengue; epidemia em outras cidades contribui

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Mais 13 casos de dengue em Bauru (sendo 12 contraídos na cidade e um fora dela) foram confirmados ontem pelo Instituto Adolfo Lutz. Agora, a cidade soma 48 casos da doença neste ano. Com a moléstia espalhada e a alta incidência, a epidemia está caracterizada. O fato de várias cidades de São Paulo e de outros Estados viverem epidemia da doença contribui para o aumento de casos em Bauru, que é uma localidade de passagem para muitas pessoas.

Só Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, por exemplo, registrou mais de 30 mil casos, comenta Flávio Tadeu Salvador, chefe substituto do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). No Estado de São Paulo, o município campeão em notificações é Birigui, com 531 casos autóctones, informa a Secretaria do Estado da Saúde.

Mas a partir do mesmo levantamento, Bauru teria apenas seis casos registrados – a atualização é morosa em relação às notificações. Dos 48 casos de Bauru, 34 são autóctones (contraídos na própria cidade) e 14 importados. Aliás, os casos de fora são sempre os primeiros a despontarem em Bauru, segundo Salvador.

Neste ano não foi diferente. A primeira notificação partiu de uma moça infectada pela dengue em Três Lagoas. “Não existe circulação ininterrupta (do vírus, em Bauru)”, comenta o chefe do CCZ. Ele explica que o clima local contribui para a situação.

Como o inverno é seco e, neste período, os mosquitos são mais raros, não existe foco da doença entre julho e dezembro. “Isso significa que ela (a doença) começa e pára (no município)”, diz. Mas por ser “chão de passagem”, na opinião de Salvador, Bauru sofre os reflexos da epidemia em outras cidades.

Em algumas delas, a transmissão da doença ocorre durante todo o ano. O chefe substituto do CCZ cita, por exemplo, o recente caso de São José do Rio Preto, cujo clima também é favorável, como o de Bauru. Para evitar que o cenário local caminhe pelo mesmo rumo, o município conta neste ano com pouco mais de R$ 5 milhões para custeio e investimento das ações de vigilância em saúde.

Desse total, o repasse do Ministério da Saúde representa 21,27% e o restante, 78,73%, é custeado com recursos próprios do município, informa a assessoria de imprensa da prefeitura. O valor também é utilizado para pagar o salário dos cerca de 120 agentes de combate de endemias.

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