Política

Sinserm já fala em greve de servidores

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) e da prefeitura se reúnem hoje, às 14h30, para a primeira rodada de negociações referentes à campanha salarial 2007. Amanhã, às 17h30, o Sinserm realiza a primeira assembléia com os servidores para apresentar os resultados da reunião e a possibilidade de greve da categoria, que dependerá da contraproposta a ser apresentada pelo Executivo.

De acordo com o diretor do Sinserm José Roberto Batista, a principal reivindicação dos servidores é a reposição das perdas salariais desde 1998, que estão acumuladas em 73,31%. Segundo ele, o sindicato vai apresentar a mesma proposta do ano passado, ou seja, reajuste de 30% e o parcelamento dos 43,31% restantes.

Além da reposição das perdas, o sindicato deve insistir no aumento do vale-compra para R$ 200,00 e na incorporação do abono de R$ 50,00 aos salários dos servidores. “No ano passado pedimos a incorporação dos R$ 100,00 de abono, mas o prefeito só incorporou R$ 50,00. Vamos reivindicar que o restante também seja incorporado”, disse.

Batista alerta, no entanto, que o Sinserm pretende cobrar que a incorporação seja feita aos salários e o reajuste seja concedido após o abono ser incluído. “Tem que ser dessa forma. No ano passado ele deu os 5,03% de reposição e depois incorporou o abono, mas nós queremos que o reajuste salarial seja sobre o salário base com o abono incorporado”, explicou.

Paralisação

O sindicalista ressaltou também que a categoria pode deflagrar uma greve, caso a prefeitura radicalize nas negociações. Segundo ele, as ações dos servidores serão pautadas pelas atitudes da administração. “A prefeitura deve fazer uma contraproposta na reunião de amanhã (hoje). Ela será apresentada na assembléia de quinta-feira e os servidores decidem se aceitam ou rejeitam. Se a proposta da administração for rejeitada, a categoria decide o próximo passo. A greve é apenas um instrumento da campanha e, se os servidores entenderem que é necessário, haverá paralisação”, frisou.

Apesar de não descartar o movimento de greve, o diretor do Sinserm afirmou que espera mais maleabilidade por parte da administração. “No ano passado havia muita tensão, mas com a saída do chefe de Gabinete, nós esperamos mais educação, pelo menos. Não digo que será mais fácil, mas será mais educado, com certeza”, destacou.

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