Nacional

PMDB leva Agricultura e controlará cinco pastas

Por Eduardo Scolese, Pedro Dias Leite, Valdo Cruz e Kennedy Alencar | Folhapress
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Brasília - O PMDB terá cinco ministérios no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após reunião ontem no Planalto, o partido ganhou a quinta pasta, Agricultura, que será comandada pelo deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR).

Definidas as situações de PMDB e PT, com a indicação de Marta Suplicy para o Turismo, o futuro do ministro Walfrido dos Mares Guia deve ser no Ministério do Desenvolvimento, já que Luiz Fernando Furlan decidiu sair. Com o novo destino de Mares Guia, cotado anteriormente para Relações Institucionais, a dúvida agora é quem será o novo coordenador político do governo.

O nome de Balbinotti recebeu aval direto do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, considerado por Lula uma referência no setor e que foi consultado pelo ministro Tarso Genro (Justiça). Dono da maior bancada na Câmara, os deputados do PMDB já haviam garantido a nomeação de Geddel Vieira Lima (BA) para Integração Nacional. José Gomes Temporão, que dirigirá a Saúde, foi uma imposição de Lula ao PMDB, que o aceitou na sua cota após levar a Agricultura.

A bancada do Senado garantirá a permanência de Hélio Costa (Comunicações) e Silas Rondeau (Minas e Energia). Lula resistia a entregar a quinta pasta aos peemedebistas da Câmara, mas cedeu depois de alertado por Tarso de que precisará do PMDB unido para enfrentar batalhas no Congresso, como a da CPI do Apagão Aéreo. O presidente, porém, colocou uma condição: o indicado deveria ser do setor e contar com o apoio de produtores rurais. Daí a consulta ao ex-ministro Rodrigues.

Além de Tarso, o presidente do PMDB, Michel Temer, consultou Rodrigues. Em telefonema ontem de manhã, pediu apoio para emplacar Balbinotti. Rodrigues disse que o deputado era seu amigo e um representante do setor. Apesar de ser da bancada ruralista, não seria um lobista como outros integrantes do grupo, disse ele.

Balbinotti, Geddel e Temporão devem tomar posse na sexta, em cerimônia no Palácio do Planalto, que também contará com a troca de comando na Justiça - sai Márcio Thomaz Bastos e entra Tarso.

Ao acatar o pedido dos deputados peemedebistas, durante reunião com Temer e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Lula concordou com a tese dos deputados do partido de que era necessário equilibrar as forças dentro do partido. A ala neolulista da Câmara ganhou força depois de apoiar a eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Casa e reeleger Temer no comando da sigla, derrotando o grupo lulista de primeira hora do Senado - Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP) apoiaram Nelson Jobim, que renunciou na reta final da eleição.

“Na verdade, pode-se dizer cinco (ministérios ao PMDB), na medida que (Lula) nos comunicou que nomeará também o médico Temporão. E até pediu que déssemos ao médico Temporão todo o apoio do PMDB. Confirma o doutor Temporão na Saúde e, de alguma maneira, na cota do PMDB”, disse Temer. Segundo ele, Lula pediu que a bancada da Câmara encampe também o nome de Temporão.

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