Regional

Fundação lança relatório informativo para auxiliar no combate ao câncer

Da Redação
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Jaú - A Fundação Amaral Carvalho (FAC) de Jaú (47 quilômetros), voltada ao combate do câncer, vai lançar hoje um material informativo denominado “Relatório Epidemiológico - Registro Hospitalar de Câncer - de 1996 a 2004”. Trata-se de um levantamento completo de dados imprescindíveis sobre a doença, que poderão ser utilizados em diversas frentes de combate ao câncer.

O relatório vai trazer estatísticas, avaliações sobre incidências, distribuição de casos, sobrevida, tratamento, entre outras informações destinadas aos pesquisadores, cientistas, médicos, poder público, imprensa e população em geral.

Segundo a assessoria de imprensa da Fundação, o conteúdo do relatório foi baseado num amplo trabalho feito em cima do registro hospitalar e conta com a sistematização minuciosa dos mais de 31 mil casos documentados pela Fundação desde 1996 - quando teve início a prática continuada de registro dos pacientes - até 2004.

Atualmente, o Estado de São Paulo conta com pelo menos 61 centros médicos que possuem o Registro Hospitalar de Câncer. Fora do Estado, já são 195. “Para o Hospital Amaral Carvalho, o Registro Hospitalar de Câncer significa uma fonte constante para treinamento, produção científica e publicações”, lembra Rute Maria Martins Capra, coordenadora da Diretoria de Ensino e Pesquisa da FAC.

Entre várias informações importantes, o relatório, que será lançado hoje, apresenta as estatísticas de sobrevida do paciente que, em alguns casos, como nos de câncer de próstata, apontam para um índice de 100% quando a doença é descoberta ainda em fase inicial.

Os dados relativos à sobrevida, aliás, aparecem como o conteúdo de maior destaque deste Relatório. Independente dos mais de 80 tipos de incidência cancerígena detectadas pela FAC, o relatório aponta sempre para quadros mais otimistas de cura quanto menor o grau de comprometimento da doença em relação ao indivíduo.

Em todos os casos notificados pelo Hospital Amaral Carvalho, por exemplo, a sobrevida acumulada em cinco anos, nos graus mais recentes de estadiamento clínico, é de quase 80%, contra 13,5% nos casos de maior comprometimento da doença. A prática do registro hospitalar permitiu à instituição fazer uma parceria com a Secretaria Municipal de Jaú, criando o Registro de Câncer de Base Populacional da comunidade no seu entorno.

No caso da FAC, 97% dos moradores de Jaú já estão contemplados por este tipo de registro. Dessa forma, a Secretaria Municipal tem acesso a informações permanentes sobre o número de casos novos. Esses dados indicam os setores da cidade onde a população é mais afetada, os fatores ambientais que podem estar relacionados com a doença, os grupos étnicos mais afetados e uma série de outras investigações epidemiológicas e estudos específicos sobre a incidência local da doença.

“O principal objetivo de ter o Registro Hospitalar de Câncer (...) é atingir a melhoria da atenção médica dispensada aos pacientes oncológicos, através do conhecimento da assistência prestada. Isto é possível mantendo-se o cadastro de todos os casos de câncer diagnosticados no hospital”, conclui a coordenadora.

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