Política

Proposta salarial da prefeitura frustra Sindicato dos Servidores

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Terminou em decepção a primeira rodada de negociações entre os membros do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) e da administração municipal sobre a campanha salarial da categoria em 2007. Durante o encontro, realizado ontem à tarde na prefeitura, a Comissão de Negociação da Prefeitura Municipal propôs a manutenção do abono de R$ 50,00 e a concessão de 6,12% de reajuste sobre os salários dos servidores.

O valor deixou os representantes do Sinserm “perplexos”, segundo a diretora da entidade Idelma Corral. Para ela, a administração municipal deveria ter feito uma proposta melhor. “Eles têm condição de dar mais, o que ofereceram fica muito aquém das nossas reivindicações”, diz.

Os servidores pedem a reposição das perdas salariais desde 1998, acumuladas em 73,31%, reajuste inicial de 30% e o parcelamento dos 43,31% restantes. Além da reposição, o Sinserm também luta pelo aumento do vale-compra para R$ 200,00 e a incorporação de um abono de R$ 50,00 aos salários dos servidores.

A proposta da administração, considerada muito baixa pelo sindicato, pode levar a categoria à paralisação, como antecipou a reportagem do Jornal da Cidade na edição de ontem. Uma assembléia que será realizada hoje às 18h na sede do Sinserm para a exposição dos resultados da reunião deve decidir se os servidores entram ou não em greve. “A gente não descarta essa possibilidade, mas esperamos conseguir alguma mudança na proposta da prefeitura”, diz a diretora do Sinserm Sônia Carvalho. A segunda etapa de negociações com a administração será realizada amanhã à tarde no auditório da prefeitura.

Valor definitivo

A proposta da prefeitura foi definida pelo secretário municipal da Administração, Fernando Ferreira Jorge, como a “única possível considerando a receita do município”, por isso, é tida como definitiva. Segundo Jorge, com o aumento proposto em vigor, a administração utilizaria quase 60% do seu orçamento de R$ 250 milhões/ano para o pagamento do funcionalismo. Atualmente, o município gasta por ano quase R$ 146,9 milhões com a folha de pagamento e os benefícios dos servidores. Com a proposta apresentada pela administração, esse valor subiria para R$ 152,5 milhões.

“Nós consideramos o valor proposto razoável na medida em que estamos repondo a inflação do período, que foi de 3,12%, e ainda repassando ao servidor os 3% de aumento que eles tiveram na Funprev”, diz, referindo-se à elevação da alíquota de contribuição previdenciária determinada pela legislação federal como forma de garantir o benefício da aposentadoria dos servidores.

Comentários

Comentários