Reunidos ontem à noite na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm), os funcionários do município recusaram por unanimidade a proposta de aumento salarial da administração apresentada anteontem durante a primeira rodada de negociações, realizada no auditório da prefeitura.
A Comissão de Negociação da Prefeitura Municipal propôs a manutenção do abono de R$ 50,00 e a concessão de 6,12% sobre os salários da categoria quando o Sinserm pedia um reajuste de 73,31%, dividido em um aumento inicial de 30% e o parcelamento dos 43,31% restantes. Além da reposição o Sinserm também reivindica o aumento do vale-compra do funcionalismo para R$ 200,00 e a incorporação de um abono de R$ 50,00 aos salários dos servidores.
Apesar da recusa, os servidores não optaram por parar as atividades, segundo a diretora do Sinserm, Idelma Corral. O sindicato espera obter uma mudança de posicionamento da administração municipal na segunda etapa de negociações, que se realiza hoje à tarde na prefeitura.
O resultado do encontro será levado à categoria em uma nova assembléia que se realizará na próxima quarta-feira. Antes disso, na segunda-feira o sindicato prepara um ato de protesto em frente à Câmara Municipal. “Nosso objetivo é mostrar a nossa situação para a população e também sensibilizar os vereadores para o nosso problema”, diz a diretora do Sinserm, Sônia Carvalho. Segundo ela, o clima durante a assembléia era de indignação por parte dos servidores, que consideraram a proposta “insuficiente”.
Em matéria publicada anteontem pelo Jornal da Cidade, o secretário municipal da Administração, Fernando Ferreira Jorge, afirmou que a proposta da prefeitura era definitiva porque era a “única possível considerando a receita do município”.
Segundo Jorge, que durante a primeira rodada de negociações esteve acompanhado dos secretários municipais de Finanças, Edmundo Albuquerque, de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio, e de Negócios Jurídicos, Emerson Ribeiro, além do diretor do Departamento de Avaliação Funcional da Secretaria Municipal de Administração, Álvaro Munhoz, com a proposta apresentada pela administração, o município gastaria R$ 152,5 milhões por ano com a folha de pagamento e os benefícios dos seus funcionários, cerca de 60% do orçamento anual da cidade, de R$ 250 milhões.
Jorge, que hoje se reencontra com os representantes do Sinserm, considerou a proposta “razoável”.