Houve um pequeno avanço nas negociações entre o Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) e a Prefeitura, que ofereceu um reajuste de 21% no vale-compra. Pela proposta do Executivo, o benefício passaria dos atuais R$ 132,00 para R$ 160,00. Contudo, a proposta de reposição salarial que a administração apresentou inicialmente ao funcionalismo permanece inalterada.
Houve apenas uma correção no índice, que passou de 6,12% para 6,21%. “Percebemos que a conta que foi feita estava errada e, por isso, houve a correção”, esclareceu o secretário de Administração, Fernando Ferreira Jorge.
Segundo o titular da pasta, o aumento no vale-compra recupera as perdas que os funcionários tiveram durante o governo Tuga Angerami (sem partido). Apesar disso, Ferreira Jorge reafirmou que não há possibilidade de oferecer índice maior do que os 6,21% e esta é a oferta final. “O aumento no vale-compra é possível porque está fora da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mas tenho de levar em conta que não administramos apenas os servidores”, ressaltou.
A intenção da Prefeitura é implementar a proposta salarial e o reajuste do valor do vale-compra já na folha de pagamento de março. Para tanto, será publicado decreto com os novos índices. Além do reajuste de 6,21% e do aumento no vale-compra, a Comissão de Negociação da Prefeitura Municipal manteve a proposta de manutenção do abono de R$ 50,00.
O Sinserm quer um reajuste de 73,31%, dividido em um aumento inicial de 30% e o parcelamento dos 43,31% restantes. Além da reposição, o Sinserm também reivindica o aumento do vale-compra do funcionalismo para R$ 200,00 e a incorporação do abono de R$ 50,00 aos salários dos servidores.
Mesmo com a oferta de reajuste do vale-compra, os diretores do sindicato, mais uma vez, saíram da reunião frustrados. Para eles, R$ 28,00 a mais no vale-compra não altera em nada a situação dos servidores. “A proposta (6,21%) é insuficiente diante do que os funcionários públicos precisam para repor as perdas dos últimos anos”, comentou Idelma Corral, diretora do Sinserm.
A sindicalista informou, no entanto, que caberá aos servidores decidirem se aceitam ou não a proposta da administração na próxima assembléia, marcada para quarta-feira, dia 21, às 17h30, na sede do sindicato. Antes disso, na segunda-feira, dia 19, às 17h, o Sinserm realiza um ato em frente à Câmara Municipal, como parte da campanha salarial, para sensibilizar os vereadores sobre o tema.