Economia & Negócios

Pesquisa de potencial turístico pode estimular investimentos

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 3 min

O Bauru Convention & Visitors Bureau e o curso de turismo das Faculdades Integradas de Bauru (FIB) estabeleceram parceria para realizar um inventário sobre o potencial turístico da cidade. O projeto, que deve levar cerca de um ano para ser concluído, tem como objetivo oferecer fundamentos para que se estabeleça um plano de turismo sustentável.

“A primeira etapa vai levantar a infra-estrutura básica, de transportes, segurança e os recursos naturais e culturais que a cidade dispõe. Isso será feito no primeiro semestre. Terminada a pesquisa, poderemos desenvolver um planejamento turístico e definir os atrativos da cidade”, explica o coordenador do curso de turismo da FIB, Klaus Negrão Vidrik.

Na avaliação da presidente do Bureau, Michele Obeid, atualmente Bauru mostra um turismo pontual. Isso significa que as pessoas procuram a cidade por razões específicas, como cuidar da saúde em locais como o Centrinho, da Universidade de São Paulo (USP), e o Instituto Branemark. “É preciso que as pessoas ampliem a idéia do que é turismo. Sair de uma cidade e utilizar os serviços de outra também é fazer turismo”, esclarece Obeid.

A idéia é que Bauru não esteja sozinha como foco do levantamento, mas que um pólo regional seja pesquisado e instaurado. Os alunos do quarto ano de turismo da FIB já iniciaram trabalhos parecidos em outras cidades. Planos de pesquisa pontuais foram traçados para alguns atrativos da cidade, como a Praça Rui Barbosa, o Horto Florestal e o Museu Ferroviário.

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É fato que Bauru tem grande potencial para o chamado turismo de negócios, já que a posição central no Estado privilegia a comunicação e a ligação da cidade a outros pontos por diversas vias de transporte. “Ficamos no maior entroncamento viário do País, temos acesso por hidrovia, aeroportos, rodovias, estas quase completamente duplicadas”, afirma Obeid.

Por isso, o filão dos negócios, além de atrair investimentos à cidade, atrai também “segundas motivações”. “Se um empresário chega na cidade, ele precisa ser bem atendido em todo o tipo de serviço. Geralmente, a permanência dele passa de um dia, e aí é que a oferta de serviços e atrações faz a diferença e incentiva ou não o retorno e a recomendação da cidade”, esclarece Vidrik.

A intenção é que o turismo não fique restrito a Bauru e seja integrado, por exemplo, com a instalação de um roteiro de turismo rural aliando Barra Bonita e o Tietê, Ibitinga e seus bordados e o turismo rural e de aventura em Agudos, entre outros. Para que isso aconteça, a regionalização deve ser pensada, além da elaboração de projetos para curto e médio prazos. “Dinheiro há, mas as verbas só são disponibilizadas se o projeto de turismo for bem feito e oferecer todos os dados necessários à instalação dos benefícios para a cidade”, diz Obeid. O levantamento a ser feito pela FIB e pelo Bureau deve ser remetido ao Ministério do Turismo e à Prefeitura Municipal.

“Se há um apoio público local, tudo fica mais simples. Não necessariamente é preciso que a prefeitura ajude com verba. Os fundos são, na maior parte dos casos, em convênio. Isso significa que a ajuda pode ser através da cessão de mão-de-obra, por exemplo”, diz Klaus.

Dois grupos estão sendo formados para fazer o levantamento sobre o que é necessário e do que já existe em infra-estrutura e atrativos turísticos na cidade. Os grupos serão compostos por cerca de cinco a seis estudantes do quarto ano de turismo da FIB. Levantados os dados, haverá uma pesquisa de demanda, ou seja, o público será ouvido. Só então um planejamento turístico poderá ser estruturado.

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