Regional

Animais com anemia infecciosa são abatidos na região de Garça

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Garça - A Inspetoria de Defesa Agropecuária de Garça (70 quilômetros de Bauru) abateu na última quinta-feira quatro animais que estavam com anemia infecciosa eqüina. Os animais foram adquiridos de uma propriedade rural de Pirajuí por um criador de Garça. As duas propriedades estão interditadas por tempo indeterminado até que todos os animais passem por exames para verificar se não estão contaminados.

Segundo o veterinário Danilo João Pozzer, da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Garça, criador da área rural do município de Garça, cuja propriedade fica na fronteira com Pirajuí, adquiriu, há cerca de um mês, 10 animais de um criador de Pirajuí, no bairro Corredeira. Desrespeitando as exigências sanitárias, os animais foram levados para Garça antes que a documentação necessária, que incluía exames sanitários, fosse providenciada.

Posteriormente foram feitos exames nos animais revelando que quatro éguas fêmeas em período de lactação estavam com o vírus da anemia infecciosa eqüina. Conforme determina a legislação, os quatro animais foram abatidos para evitar que a doença se propague. A aplicação de uma injeção letal provocou a parada cardiorrespiratória nos cavalos.

Pozzer explica que a transmissão do vírus pode ocorrer através de picada de insetos hematófogos (que se alimentam de sangue), através da cobertura (reprodução) ou mesmo pelo uso de agulhas infectadas. Segundo ele, um animal adulto que esteja com o vírus vive no máximo de 2 a 3 anos.

“Às vezes o animal é tratado por um funcionário ou um profissional que não tem muita experiência na área. Trata o animal por outra doença sem pesquisar, no caso, a anemia infecciosa eqüina. O animal permanece vivo, mas vai contaminar outros”, lembra o veterinário.

No Brasil, pelo menos uma região é considerada endêmica neste tipo doença. “No Pantanal é endêmica e ocorre com freqüência bastante alta a anemia infecciosa eqüina. Inclusive está proibida a saída de eqüinos de lá para outros lugares. No Vale da Ribeira, no Estado de São Paulo, também tem uma incidência grande.”, conta o veterinário. De acordo com Pozzer, nas outras regiões do País a doença está sob controle, mas periodicamente costuma aparecer. “A facilidade de disseminação da doença é grande. Ela só é diagnosticada através de exames laboratoriais porque não há sintomas clínicos característicos. Existe uma baixa na imunidade do animal que, às vezes, provoca a morte por outra doença.

Por precaução e como exige a legislação, todos os demais animais que estavam na propriedade do comprador de Garça, cerca de 68, também passaram por exames para verificar se não foram contaminados pelo vírus. Os quatro animais infectados foram abatidos na última quinta-feira com a aplicação de uma injeção letal que provocou a parada cardiorrespiratória nos cavalos.

Interdição

Pozzer explica que por enquanto os demais animais apresentaram exames negativos. De qualquer forma as duas propriedades rurais, de Garça e Pirajuí, ficarão interditadas até que sejam feitos novos exames de contra-prova a cada 30 dias.

“Havendo dois exames negativos em toda a tropa, então a gente libera a propriedade. Caso contrário ela continua interditada. Eu passei as informações para o pessoal de Pirajuí e eles estão tomando as mesmas medidas que estamos fazendo aqui, ou seja, o isolamento da propriedade e pesquisa nas propriedades vizinhas”, conclui Pozzer.

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