Rio - Dezoito anos depois de um dos maiores naufrágios do País, no qual 55 pessoas morreram, a Justiça condenou, em última instância, os réus. O Bateau Mouche afundou na saída da baía de Guanabara, no Rio, na noite de 31 de dezembro de 1988. Superlotado de passageiros, o barco de turismo seguia para a praia de Copacabana (zona sul), onde as pessoas veriam a queima de fogos em comemoração à passagem de ano.
A decisão beneficia famílias de cinco vítimas: Shirley Souza Batista Soares, Julio Simon da Silva, João Esteves Afonso da Silva, Antonio Raimundo de Mesquita e José Antônio da Silva. De acordo com o advogado dos parentes, Leonardo Amarante, falta apenas estabelecer o valor que será pago a cada vítima. A indenização, segundo ele, pode chegar a R$ 6 milhões somente em danos materiais.
O processo, distribuído em maio de 1989, teve a última decisão publicada em 14 de fevereiro, com o indeferimento de recurso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), impetrado pela União, que é ré juntamente com o Bateau Mouche Rio Turismo e seus nove sócios, além da Itatiaia Agência de Viagens e Turismo. Na quarta-feira, o processo transitou em julgado e agora faz o percurso de volta para a Vara Federal de origem, cujo juiz decide o valor da indenização.