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Respeito e Educação


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Tudo começa na infância, no lar, na família, mesmo ainda quando bebê, a rebeldia se inicia para ver aprovado o desejo de obter alguma coisa, ou recusá-la; e os pais, pacientemente, toleram a impertinência da criança, sujeitando-se aos seus desmandos que vão, aos poucos, e homeopaticamente, influindo e criando no subconsciente da criança uma atitude desrespeitosa para, no futuro, aflorarem-lhe à mente os procedimentos, bons ou maus, em ralação a tudo o que existe na natureza e, principalmente, contra o ser humano, que passa a ser o algoz impeditivo para a realização de suas aspirações. Sigmund Freud explica bem o assunto. Estas aspirações, na infância, nem sempre são benéficas em relação à humanidade. Daí a importância da repreensão prematura e necessária. Repreensão no bom sentido, isto é, visando corrigir os procedimentos inaceitáveis, transformando-os em atitudes benéficas para a convivência mundana. Essa é a função da educação, no lar, na escola, na sociedade. Ensinar o respeito. Respeitar o próximo, as leis, as tradições, a pátria, seus simbolismos e suas histórias. Enfim, tornar-se um cidadão digno, correto, cumpridor de seus deveres e de suas obrigações.

Ao contrário, continuaremos a ter o que aí está, um arremedo de sociedade, um grupo de bandidos dominando tudo e a todos, e autoridades impotentes para coibir a desigualdade existente, com alguns defensores de direitos humanos lutando, cada vez mais, para que os desumanos sejam tratados como humanos, e que os mal formados e desequilibrados sejam sustentados por contribuintes indefesos. E que idosos e aposentados, após anos a fio de trabalho honesto honesto, recebam menos que bandidos, mentecaptos psicologicamente mal formados, que desfrutam das benesses oferecidas por leis elaboradas por pessoas que, igualmente, não tiveram educação de berço, não aprenderam o que seja respeito pelo próximo. A sociedade precisa mudar e saber realmente o que seja respeito e educação. Ao contrário, o caos aumentará muito. E estaremos pensando como Khaled Hosseini, em O caçador de pipas: Fiquei com pena de meu pai. Depois de tudo o que construiu, planejou, sonhou; depois de tanto que lutou para conseguir o que queria, era àquilo que toda sua vida se resumia: um filho que era uma decepção.

O autor, Itamir Crivelli, é colaborador de Opinião

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