Por quatro meses, a serviços-gerais Maria Adelaide Bergonzine Gomes, 46 anos, aguardou a reativação do auxílio-doença que recebia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desde abril de 2005. O benefício foi suspenso em agosto do ano passado através da alta automática, mas uma liminar da Justiça determinou o restabelecimento do auxílio por entender que Gomes não tem condições de voltar ao trabalho.
Ela trabalhava no setor de limpeza de uma doceria de Bauru e foi afastada do serviço há dois anos em razão de lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (LER/Dort).
“Fazia quatro anos e meio que eu estava trabalhando na empresa, mas comecei a ter muita dor no braço e o médico resolveu me afastar, quando detectou que meu problema era LER”, acrescenta. Conforme a liminar expedida pelo juiz Marcelo Freiberger Zandavali, da 3.ª Vara da Justiça Federal de Bauru, o benefício deveria ter sido reconcedido em 14 de novembro do ano passado.
“(...) Defiro a liminar para o fim de determinar ao INSS que proceda incontenti restabelecimento do benefício de auxílio-doença em favor de Maria Adelaide Bergonzine Gomes, até ulterior realização de perícia médica”, diz a decisão.
Conforme informações do setor de benefícios do INSS em Bauru, o auxílio foi reativado no início desta semana. O caso, segundo o órgão, estava em trâmite na Procuradoria Federal Especializada.
De acordo com a beneficiária, o recurso estava fazendo falta para que ela prosseguisse o tratamento da doença. “Parei de fazer fisioterapia. Sem o dinheiro do INSS fica difícil para pagar. Recorrer ao sistema público não dá, não tem vaga. É só pagando mesmo”, comenta.