O servidor público Antonio Carlos Fressato, que foi citado como um dos três indiciados do processo de fraudes em contas de água do Centro Social Urbano (CSU) do Jardim Bela Vista, em Bauru, procurou ontem o Jornal da Cidade para esclarecer o seu não-envolvimento no caso.
Ele diz que sua inocência foi provada através da conclusão do processo administrativo do Departamento de Água e Esgoto (DAE), apresentado em janeiro deste ano.
“Foi apurado e comprovado que a adulteração (das contas) era praticada pelo diretor do serviço da receita”, comenta. Na época, o servidor ressalta que tinha o cargo de chefe da seção de leitura e era subordinado ao diretor. Sua função era restrita à coordenação dos leituristas.
“Os leituristas chegavam com o coletor de dados e descarregavam direto no sistema. Assim, era emitida a conta baseada na leitura efetuada. No entanto, ela era retida pelo diretor de serviços e receita, que alterava o consumo para mais. Isso ficou provado pela Corregedoria do DAE. Eu fui o único absolvido”, acrescenta. Também foram indiciados por peculato - crime praticado por funcionário público - Mariá Jane Ribeiro Longhi e Nivaldo Nunes Caetano.