Saúde

História da anestesia

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

A analgesia inalatória por N2O e O2 foi descoberta há cerca de 150 anos, pelo dentista americano Horrace Wells, aponta Francisco Barata Ribeiro, professor assistente de anestesia e sedação consciente na Associação Brasileira de Ensino Odontológico (Abeno) e na Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban). Durante uma apresentação circense, Wells teria visto um palhaço - que havia inalado óxido nitroso - machucar a perna e não apresentar sinais evidentes da dor. No dia seguinte, Wells decidiu testar os efeitos da droga e extração dentárias e obteve sucesso.

A busca para amenizar ou extinguir a dor, no entanto, existe desde a antigüidade. As primeiras tentativas de evitá-la começaram com a utilização da papoula, mandrágora, meimendro e álcool, aponta Ribeiro. Segundo ele, para produzir anestesia por inalação, Hipócrates e Galeno utilizavam uma esponja suporífera impregnada com ópio, meimendro e mandrágora.

“Os gregos usavam a infusão de ervas e várias substâncias para estimular o sono, como narrou Homero na ‘Odisséia’. Nessa época, há relatos de que o cirurgião César utilizava uma mistura de meimendro com ópio para aliviar as dores de dente e proporcionar o sono do esquecimento aos pacientes operados.”

Além disso, para anestesiar os pacientes, durante vários séculos, eram empregados preparados alcoólicos – muitos à base de vinho - antes das cirurgias, observa Ribeiro. Existiram ainda métodos exóticos para aliviar dores, como a anestesia por estrangulamento empregada pelos assírios, onde a asfixia e a inconsciência subsequente diminuiriam a dor no momento da intervenção.

Outro método empregado foi o da concussão cerebral: colocava-se sobre a cabeça do paciente uma tigela de madeira, a qual se golpeava até que o paciente perdesse a consciência. No final do século 18, aponta o professor, os pesquisadores passaram a estudar a reação a química dos gases para anestesiar e aliviar dores.

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Outras formas de sedação

• Via oral: a administração de drogas é a mais comum empregada e relativamente fácil de administrar, com boa aceitação dos pacientes e de baixo custo para o dentista.

• Sedação sublingual: pastilhas e pirulitos à base de fentanil (opióides) demonstram vantagens na sedação pré-operatória em crianças. Além disso, o uso oral-transmucoso do citrato de fentanil tem sido estudado como uma alternativa para pacientes jovens e idosos que têm indisposições ou não toleram a administração de drogas via oral.

• Sedação intranasal: drogas intranasais têm sido usadas em pediatria para substituir a necessidade de injeções ou administração via oral.

• Sedação intravenosa: a via intravenosa de sedação é apontada como mais efetiva forma de sedação. A principal vantagem seria a titulação da droga; somente nesta técnica e na analgesia inalatória com N2O e O2 se consegue titular adequadamente a administração.

• Sedação retal: ocasionalmente é empregada na odontologia, principalmente em crianças, na prática da odontopediatria, área em que é comum encontrar pacientes com dificuldades na administração por via oral.

• Hipnose: existem vários usos odontológicos, mas não é regulamentado pelo Conselho de Odontologia. Tem maior eficácia no tratamento de pessoas com deficiências.

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