O julgamento do Noroeste, que seria realizado ontem à tarde, no Tribunal Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol (FPF) foi adiado para a próxima segunda-feira. O clube se defende, através da atuação do advogado João Zanforlim, das acusações do árbitro Rodrigo Braghetto, relatadas na súmula da partida entre Noroeste e Paulista, no último dia 11, em Bauru, que terminou com vitória da equipe de Jundiaí por 2 a 1.
De acordo com o relato de Rodrigo Braghetto na súmula, o árbitro teria sido ofendido pelo técnico Paulo Comelli e pelo auxiliar-técnico André Chita. O treinador entrou em campo no final da partida para reclamar do pouco tempo de acréscimo. Por isso, foi citado nos artigos 188 e 274, que prevêem suspensão de 120 a 720 dias. André Chita pode pegar a mesma pena.
O técnico procura não pensar no julgamento e focar suas atenções para a preparação da equipe. “Cabe à diretoria, à parte jurídica defender o Noroeste. Temos que trabalhar dentro de campo. A gente fica chateado, porque você, como técnico, não pode fazer qualquer reclamação ao árbitro. Eu jamais ofendi o Braghetto, só questionei em relação ao acréscimo que achei que foi muito pouco. Nunca o maltratei, não falei mal dele. Infelizmente ele relatou (na súmula). É chato, porque você pode ter uma punição séria sem ter cometido o erro. Mas confio nas provas que (o Noroeste) tem, até os repórteres que estavam na hora pegaram minhas palavras”, comentou.
Além de Comelli, o Noroeste (agremiação) foi enquadrado em dois artigos: no 211, que pode condenar o clube a pagar multa de R$ 5.000,00 a R$ 50.000,00, e no 213, que prevê a perda do mando de um a três jogos. Também o atacante Otacílio Neto, que foi expulso de campo, foi citado no artigo 252, com pena prevista de duas a seis partidas de suspensão.
Pensamento no Figueirense
Ainda aborrecidos pela derrota nos acréscimos para o Corinthians, anteontem, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista, os jogadores do Noroeste se reapresentaram ontem à tarde e fizeram trabalho de recuperação física já pensando no duelo contra o Figueirense, amanhã, a partir das 21h45, no estádio Alfredo de Castilho, pela segunda fase da Copa do Brasil.
“Nós não merecíamos perder, podíamos até ter vencido a partida. Mas mostramos que podemos jogar de igual para igual com qualquer equipe. Não tem nada perdido, faremos três jogos em casa (Ponte Preta, Juventus e Santos) e vamos buscar a classificação até o final”, garantiu Comelli.
Apesar da decepção na Capital, o pensamento no clube era esquecer a derrota e a briga pela classificação entre os quatro primeiros no Campeonato Paulista e se concentrar no time catarinense, afinal o duelo é de mata-mata e é muito importante vencer em casa. “Temos que esquecer o jogo contra o Corinthians, o Campeonato Paulista, e focar a Copa do Brasil. Precisamos motivar os jogadores”, disse Comelli.
Para a partida contra o Figueirense, a única dúvida do treinador é o lateral direito Éder, que já não atuou contra o Corinthians e ainda se recupera de contusão. O zagueiro Fábio, com dores musculares, não deve ser problema. Não há desfalques por suspensão.
O jogo contra o Figueirense é o segundo de uma série de três partidas em sete dias, já que o time jogou contra o Corinthians anteontem e tem compromisso diante da Ponte no sábado. Existe a preocupação da comissão técnica com o desgaste dos jogadores. A vantagem é que a equipe joga em casa amanhã e no final de semana.
Ingressos
Os ingressos para a partida contra o Figueirense estão à venda. Cadeiras custam R$ 50,00, arquibancadas R$ 20,00. Mulheres, aposentados, professores e menores de 5 a 12 anos de idade têm direito à meia-entrada (R$ 10,00).