Jaú - Os vereadores de Jaú estão sendo pressionados pelos moradores do Núcleo Habitacional Jardim Cila de Lúcio Bauab e, agora, pela Prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) para aprovação de projeto de lei que garanta recursos às obras de infra-estrutura no bairro.
Para concluir o projeto de drenagem de águas pluviais do local, a prefeitura afirma que seriam necessários cerca de R$ 1.200.000,00. De acordo com o prefeito, João Sanzovo Neto (PSDB), a administração não dispõe desse recurso para dar continuidade às obras. Essa é a justificativa para que o Executivo enviasse, há duas semanas, um projeto de lei de venda de imóveis e lotes do município que estão ociosos há mais de 30 anos.
A proposta chegou para à Casa em regime de urgência. No entanto, em sessão na semana retrasada, o projeto foi encaminhado pelo plenário para tramitar nas comissões da Casa.
Em nota encaminhada à imprensa ontem, o prefeito resolveu apelar à bancada de oposição: “O projeto precisa da aprovação da maioria dos vereadores para passar. Dependemos dessa verba para dar continuidade à construção das outras bacias de drenagem. Espero que os vereadores da oposição se sensibilizem e votem, o mais rápido possível, este projeto que já foi enviado há mais de 15 dias e até agora não foi colocado em votação”.
Em recado certeiro, Sanzovo lembrou da responsabilidade dos parlamentares de oposição. “Sempre afirmei que não tinha preocupação de perder a maioria na Câmara, desde que os vereadores votassem em projetos de alcance social e que beneficiam a população. Esse projeto é de grande relevância para os moradores do Cila e para o desenvolvimento do nosso município. Tenho certeza que os vereadores vão se sensibilizar e votar pela aprovação desse projeto”, avalia.
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Guerra na Câmara
O Núcleo Habitacional Jardim Cila de Lúcio Bauab se formou, sem infra-estrutura, depois que a prefeitura fez a doação de lotes residencias. A Câmara aprovou a lei número 3.339, em 20 de junho de 1.999, de iniciativa do então prefeito Paulo Sérgio de Almeida Leite (PSDB).
Na segunda-feira retrasada, um grupo de moradores do Cila levou ao Legislativo um saco de terra para entregar aos vereadores na sessão ordinária, simbolizando os problemas de infra-estrutura no bairro.
Não poderiam ter escolhido momento mais propício já que a sessão discutia a implantação de uma Comissão Processante para investigar possível improbidade administrativa cometida pelo prefeito João Sanzovo Neto (PSDB).
O morador do bairro Antônio Aparecido Culpi fez um encenação de fúria bastante convincente. Aos gritos, ele ia de um lado para o outro falando da falta de infra-estrutura. Só se acalmou quando foi cercado por microfones, gravadores e câmeras de TV.
Ele deu prazo de 10 dias para que os vereadores aprovem o projeto enviado pelo Executivo. “Se não resolverem vocês vão ver o que eu faço”, disse em tom de ameaça.
Enquanto isso, a administração trata de fazer andar as licitações para obras.
Ontem, Sanzovo ressaltou que a empresa Replan Saneamento e Obras Ltda, de Márilia venceu uma licitação e deverá executar os serviços de mão-de-obra para a instalação de rede de galerias pluviais no bairro. Três empresas apresentaram propostas.
A obra vai custar R$ 517.867,51 e será feita com recursos do governo do Estado em parceria com o município.
Nessa etapa serão concluídos 2.800 metros lineares de galerias, que correspondem a maior entre as quatro bacias de drenagem que compõem o bairro.