Polícia

Família espera 4h para remover morto

Luiz Galano
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Num momento já delicado, a morte de um parente, uma família do Parque Jaraguá, em Bauru, passou por um teste de paciência ontem. A família teve de esperar quatro horas e meia para que a Funerária Municipal, da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), removesse o corpo de Marcos Santos Arcas, 36 anos, de sua casa, onde foi achado morto ontem pela manhã.

Com a situação, a mãe do falecido precisou ser medicada e retirada da casa para se acalmar. A ex-mulher do morto, Isabel Aparecida Ferraz, 51 anos, conta que assim que encontrou o corpo, entrou em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma unidade ao local.

Porém, como Arcas já estava morto, a equipe foi embora alegando não ser responsável pela remoção do corpo. Depois disso, a família fez contatos com a emergência policial e com a assistência social da prefeitura. “Eu cheguei aqui 11h e fiquei sabendo do drama que a família estava passando e resolvi ajudar. Liguei para a assistência social da prefeitura e para os meios de comunicação para relatar a situação. Assim que eles ficaram sabendo da atitude, 10 minutos após a ligação, um carro da prefeitura veio retirar o corpo”, conta a vizinha Irene Neves.

A assessoria de imprensa da Emdurb informa que a Funerária Municipal só recebeu a ligação solicitando o serviço às 10h. A remoção do corpo para o Instituto Médico Legal ou pronto-socorro deve ser pedida no próprio Pronto-Socorro Central. Lá, a assistência social tem a escala da funerária de plantão na semana para fazer a remoção de corpos.

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