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Batalha ganha 25 mil árvores e 5 mil lambaris

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

“Se eu fizer a minha parte e ajudar o meio ambiente hoje, meus filhos e meus netos terão um futuro muito melhor”. A estudante Mayara dos Santos, 10 anos, em poucas palavras, sintetizou o consenso mundial sobre a importância da preservação do meio ambiente para garantir a qualidade de vida nas próximas gerações. Aluna da 5.ª série da escola de municipal Ivan Engler de Almeida, Mayara foi uma das cerca de 150 crianças de colégios públicos e particulares da cidade que participaram, na manhã de ontem, do plantio de 25 mil mudas de árvores e da soltura de 5 mil lambaris no rio Batalha, responsável por 40% da água consumida em Bauru.

O rio sofre com diversos pontos de assoreamento devido à exploração descontrolada das suas margens. As 25 mil mudas, de 80 espécies nativas, demorarão cerca de 10 anos para crescerem e formarem um esboço da mata que deveria, originalmente, ocupar as margens do Batalha.

“Estamos praticamente na divisão dos municípios de Bauru, Agudos e Piratininga. Neste local, o rio se encontra totalmente assoreado. Não é possível ver o leito, que hoje está coberto de taboa (espécie vegetal invasora que aproveita o curso baixo de água para crescer, intensificando o assoreamento). Daqui a três anos teremos um bosque de arbustos e em 10, uma mata formada”, explica o secretário do Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho.

O projeto de reflorestamento, que faz parte de ações desenvolvidas desde 1998 pelo Fórum Pró-Batalha em parceria com diversos órgãos públicos e empresas privadas, já plantou mais de 300 mil mudas de árvores às margens do rio Batalha, que tem 167 quilômetros de extensão. “São 56 hectares, cerca de 20% da cabeceira do rio, numa extensão de 22 quilômetros”, explica Agostinho.

“Após 100 anos de exploração intensa, tentamos ligar os trechos de mata nativa que ainda existem aos locais de reflorestamento. Com isso, formaremos cinturões que protegerão o rio e, ao mesmo tempo, darão possibilidade à diversificação dos animais silvestres”, afirma o secretário.

De acordo com Agostinho, existem estudos que indicam que o rio Batalha pode desaparecer em 10 anos, caso nenhuma medida efetiva de recuperação seja tomada. Por isso, o projeto irá se estender, segundo a presidente do Fórum Pró-Batalha, Nilcéia de Fátima Paes Lourenço. “Não adianta cuidar somente do Batalha. Também estendemos os trabalhos a seus afluentes e formadores”, explica.

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Peixes

Rodrigo Agostinho, secretário do Meio Ambiente, afirma que a soltura dos 5 mil lambaris irá trazer benefícios para o rio Batalha, sendo o início de um trabalho para equacionar a população de peixes, depois de anos de exploração. “Como existem áreas já reflorestadas ao longo do rio, e esta é uma espécie nativa, os lambaris poderão percorrer uma grande extensão do leito, atingir outros rios e fazer o repovoamento”, explica.

O lambari, espécie resistente às condições atuais em que se encontra o rio, foram doados pela empresa de Transporte Brambilla. “Esta espécie foi recomendada por técnicos e vieram de um viveiro localizado em Promissão. Pretendemos, a cada 120 dias, continuar fazendo a soltura de 5 mil peixes no Batalha”, promete o diretor da empresa, Helsio Bíscaro.

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