No ano passado, o número de detentos infectados pela tuberculose foi o maior dos últimos cinco anos. O bacilo de Koch infectou 48 presos, sendo que em 2002 foram 28 casos. Conforme o JC divulgou também em outras oportunidades, eles estão mais suscetíveis por estarem concentrados em local fechado.
Para reduzir os índices, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) desenvolve programa em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, informa a assessoria de imprensa da SAP. De acordo com o órgão, são realizadas avaliações trimestrais em cada uma das cinco coordenadorias regionais.
As avaliações contam com a participação das coordenações regionais de saúde do Estado e dos municípios. As ações incluem treinamentos para todos os funcionários da unidade e formação de agentes multiplicadores entre a população carcerária.
Segundo a coordenadora do Programa Municipal do Controle da Tuberculose, Heloisa Ferrari Lombardi, representantes das unidades prisionais participam dos treinamentos realizados pela Secretaria do Estado da Saúde.
De acordo com ela, todo caso confirmado em Bauru deve ser comunicado à Unidade de Referência (Centro de Referência/SAE). É lá que os moradores de Bauru fazem o tratamento específico contra a doença.
Durante a próxima semana, a coordenação do programa municipal se reunirá com funcionários dos presídios para também conscientizá-los sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado e ininterrupto dos detentos.
Para facilitar o acesso ao Programa, a Secretaria Municipal da Saúde deve iniciar, nos próximos dias, o planejamento para a descentralização do tratamento da tuberculose nas unidades básicas de saúde.