Lençóis Paulista - A Diretoria de Saúde de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) confirmou o primeiro caso autóctone de dengue, ou seja, contraído no próprio município. Desde 1998, a cidade não registrava um caso autóctone. No entanto, a primeira vítima em nove anos é um adolescente morador do Jardim América. A Saúde ainda espera a contraprova de outro caso autóctone, cujo exame na rede particular deu positivo e no laboratório Adolfo Lutz foi negativo.
Neste ano já foram notificados 22 casos de dengue, confirmados 10 casos importados e um autóctone. Onze exames foram negativados. A Diretoria de Saúde ainda aguarda o resultado de três casos suspeitos. O número de casos de dengue confirmados no Estado de São Paulo aumentou 46% em uma semana, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). Até 9 de março eram 5.326 casos confirmados e, na semana passada, eles subiram para 7.808.
Segundo o diretor de Saúde, Norberto Pompermayer, é indispensável a colaboração da população neste momento. “A Saúde está em alerta, foi confirmado o primeiro caso de dengue na cidade e podemos ter uma epidemia se não acabarmos com o criadouro do mosquito. Bauru já confirmou 75 casos autóctones, Lins tem 446 casos. Estamos correndo perigo”, afirma.
Segundo Norberto, a Saúde está trabalhando com a redução de criadouros e fazendo o bloqueio e a nebulização no bairro Jardim América. Temos uma máquina manual de pulverização e estamos com uma equipe de três agentes trabalhando no combate à dengue, fazendo o controle de vetor nas 25 quadras próximas ao foco de proliferação da doença.
“Contamos mais uma vez com o esforço da população lençoense, não podemos estar todos os dias em todas as residências da cidade fiscalizando se há ou não criadouro do mosquito”, disse. Todo mundo sabe como prevenir a dengue. É só acabar com os criadouros do mosquito. Se temos mosquito na cidade, a possibilidade de uma epidemia é muito alta.
Arrastão
O arrastão de limpeza iniciado dia 12 de março, com o objetivo de combater os mosquitos da dengue, da leishmaniose e o caramujo africano, recolheu 85 toneladas de materiais até quarta-feira. O arrastão está envolvendo 100 agentes de saúde e cinco caminhões. Entre segunda-feira e quarta-feira, o trabalho estará nos bairros Vila da Prata, Nova Irerê, Bela Vista, Village, parte do Itamaraty, Distrito Industrial, Parque Antártica, Humaitá e Ubirama.
De quinta-feira a sábado, serão percorridos os bairros Gleba Marco, Granville, Vila Marimbondo, Ipê, Centro (da avenida Padre Salústio até a rua 13 de Maio), Vila São Judas Tadeu, Maestra Amélia e Vila Paccola. Nos dias 2, 3 e 4 de abril, o arrastão atinge a última área, compreendida pelos bairros Vila Antonieta, restante do Centro, Morumbi, Santa Cecília e Vila Capoani.