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Trabalhador do varejo ganha até 5 mínimos

Folhapress
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São Paulo - A quase totalidade dos trabalhadores do varejo paulista ganha até cinco salários mínimos, segundo levantamento da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) feita com 300 estabelecimentos de pequeno e médio porte. A parcela que ganha até dois salários mínimo representa 46,8% dos trabalhadores do setor. Já aqueles que têm vencimentos entre dois e cinco salários mínimos são um pouco mais, 48,8%.

Ainda de acordo com o levantamento, 90% dessa mão-de-obra tem nível médio ou ensino técnico. O número de funcionários do varejo com nível superior é maior que aqueles que possuem só o fundamental, 7,6% contra 6,8%. Essa é a segunda vez que a pesquisa é realizada.

Na primeira, em 2004, esses estabelecimentos de médio e pequeno porte tinham, em média, nove funcionários. Agora, o número de trabalhadores subiu para 12. O número de vagas é maior no setor de bens não-duráveis, com 13. Nos estabelecimentos de itens semiduráveis, a media de vagas é de 12 e, no de duráveis, nove. Os homens estão com 6,2% dos cargos de gerência e as mulheres, com 5%. Caso ocorra uma expansão da economia, quase metade dos empresários (48%) pensa em contratar mais uma ou duas pessoas.

O setor calçadista é o mais otimista, com 26% dos comerciantes dizendo que contrataria cinco ou mais trabalhadores com o aumento da atividade econômica. Já no setor de autopeças e acessórios não haveria necessidade de contratação. Já no caso de retração, um índice semelhante de comerciantes (47%) reduziria o quadro de funcionários em um ou dos postos.

Falta de conhecimento

Na hora da contratação, a maior dificuldade dos empresários é a ausência de conhecimento específico do setor e a carência na habilidade em lidar com o público. A reclamação faz a Fecomercio em pensar em alternativas para melhorar essa situação. “A solução passa, certamente, pela análise do sistema educacional e de escolas profissionalizantes e também pelo estímulo que empregadores poderiam receber para treinar profissionais em áreas específicas”, disse Abram Szajman, presidente da entidade.

A Fecomercio listou medidas que poderiam ser adotadas para estimular o emprego no setor e melhorar a qualidade. Entre elas, está a criação de uma agência para regular e fomentar a formação desse trabalhador. A federação também tem um projeto (“Adote um Cidadão”) que tem como objetivo encaminhar a mão-de-obra formada para o mercado de trabalho.

Para o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, esse tipo de levantamento é importante para mostrar quem é o trabalhador do setor. “O levantamento de dados da pesquisa é de extrema importância para o direcionamento de medidas para aprimorar cada vez mais o relacionamento capital e trabalho”, afirmou Ricardo Patah, presidente do sindicato.

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