Apesar de significar “desenho humorístico”, mangá é o nome geral dos desenhos em quadrinhos no estilo japonês. Impressos em livros ou revistas, eles têm um estilo e linguagem narrativa tipicamente oriental, em contraste com o traço ocidental. No Japão e em diversas partes do mundo, se publicam mangás abordando temas como aventura, esporte, romance, ficção científica e humor.
Quando os mangás são criados ou adaptados para o cinema ou vídeo, os desenhos são chamados atualmente de animê ou animação japonesa. Derivado do termo inglês “animation”, em relação aos mangás, os animês são mais simplificados. Um desenho animado exige, por exemplo, entre 12 e 24 imagens por segundo e os personagens precisam ser elaborados de forma tridimensional, para dar a impressão de volume.
A história do mangá tem origem em 1814, com o artista japonês Katsushita Hokusai. Conhecido no mundo inteiro por suas xilogravuras, ele retratou cenas do cotidiano com pessoas em situações e traços diferenciados. Esta coleção de caricaturas recebeu na época o nome de hokusai mangá e resultou no primeiro mangá.
Apesar disso, esse estilo de desenho ganhou fama em 1946, com a publicação do mangá “A nova ilha do tesouro”, do artista Osamu Tezuka. Ele também é autor de “Kimba, o leão branco”, “A princesa e o cavaleiro” e “Astro boy”.
A estudante de arquitetura Aline Silva Santos, 21 anos, é integrante do Otakuclã, um grupo existente há quatro anos e que reúne amantes de mangás em Bauru. De acordo com ela, além do desenho estilizado e personagens que expressam mais emoção, a principal diferença entre as histórias em quadrinhos japoneses e as de origem ocidental, aponta ela, é o ritmo da narrativa.
“O mangá tem uma história linear, com começo, meio e fim, e a história tem mais movimento”, observa. Em geral, destaca ela, os mangás que fazem mais sucesso se transformam em animês.