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Nove empresas têm interesse em ‘comercializar’ gás do lixo

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O gás metano produzido pelo lixo depositado no aterro sanitário de Bauru já despertou interesse de nove empresas, informa o secretário municipal do Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho. Ele afirma que a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) já está compondo o edital de licitação para contratar a empresa que terá direito a utilizar o gás e ainda comercializar os créditos de carbono que serão acumulados com o processo.

Seguindo Agostinho, a prefeitura ainda estuda as contrapartidas do contrato. “As empresas podem queimar o gás lá ou armazená-lo”, explica o secretário. Isso já é feito em algumas cidades, como Nova Iguaçu (RJ). Em outros municípios, a exploração de gás metano produzido pelos aterros ainda está em fase de licitação. O gás metano é o mesmo utilizado para mover veículos.

“As empresas apresentam várias utilizações para o gás, mas a maioria quer o comercializar para a geração de crédito de carbono”, observa. O secretário confirma que o aterro ainda precisa ser adaptado para receber a indústria vencedora, já que não foi construído para isso. Já as empresas interessadas deverão apresentar propostas para a utilização desse gás.

Na Capital, por exemplo, uma usina termelétrica utiliza o gás metano capturado no aterro, queimando e gerando energia elétrica. Com esse processo, evita-se que o metano (que é formado por moléculas de carbono), um dos causadores do efeito estufa, se acumule na atmosfera. Além disso, a empresa recebe créditos por deixar de lançar carbono na atmosfera. Por um contrato firmado com um banco alemão, a empresa recebe de 15,00 a 25,00 euros por tonelada de carbono que não foi lançado na atmosfera.

O metano, que compõe o Gás Natural Veicular (GNH), é um combustível “limpo” por não apresentar impurezas e resíduos da sua combustão. Outro ponto favorável para sua utilização é o fato de não ser corrosivo nem produzir depósitos de carbono. A expectativa, revela Agostinho, é publicar o edital ainda neste ano. A reportagem tentou entrar em contato com Carlos Barbieri, presidente da Emdurb, mas ele não foi encontrado para comentar o assunto.

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