Ainda que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado no final de janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não tenha causado o impacto esperado por muitos economistas, consultores financeiros e, principalmente, empresários, os primeiros resultados na região de Bauru começam a aparecer. A verba destinada pela Caixa Econômica Federal (CEF) para aquisição de imóvel novo ou usado (construção ou reforma) em Bauru e demais 94 municípios que integram a área da Superintendência Regional aumentou 20% após o anúncio do programa.
Agora, são R$ 138 milhões contra os R$ 115 milhões anunciados pela CEF no início do ano. Na ocasião, o superintendente regional da instituição, José Paulo Gomes de Amorim, já estimava que o valor disponibilizado inicialmente pelo banco seria ampliado, pois já estavam previstos investimentos do governo em habitação.
Com o recurso ofertado, seria possível comprar ou construir aproximadamente 3 mil casas de R$ 45 mil - valor médio do imóvel adquirido por famílias que recebem até três salários mínimos.
O gerente de negócios da CEF Wanglei Taú estima que, até julho deste ano, sejam investidos R$ 60 milhões em financiamentos habitacionais na região. “O processo está mais ágil e cada vez mais esse tipo de financiamento é conhecido pelas pessoas”, prevê.
Ele revela que nenhum projeto habitacional de grande porte foi fechado em Bauru desde o lançamento do PAC, mas pelo menos dois em Jaú já estão definidos. “São conjuntos habitacionais que serão construídos por construtoras particulares”, revela.
Pequenas obras
Em Bauru, as construções e reformas de particulares, chamadas de auto-construções, geram expectativa de mais investimentos e postos de trabalho. De acordo com Cláudio da Silva Gomes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, atualmente 60% da mão-de-obra da categoria está empregada nas auto-construções.
“Ao contrário do que muitos pensam, de que a maior parte da mão-de-obra está nas grandes construções, há um número maior de trabalhadores empregados nas construções pequenas, nas particulares”, indica.
Gomes tem expectativas de que, com o aumento de recursos advindos do PAC, o número de empregos no setor também aumente em Bauru e região. “Os recursos extras deverão atrair mais investimentos na cidade”, estima.
Ralph Ribeiro Júnior, diretor regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon) em Bauru, analisa com precaução o anúncio do PAC. “Ainda sabe-se muito pouco do que efetivamente ele trará de investimentos. Estamos no campo das hipóteses”, avalia.
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Financiamento
Para fazer um financiamento e conquistar o sonho da casa própria, os interessados podem pleitear uma carta de crédito da Caixa, carta de crédito com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou carta de crédito pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) - dependendo da renda familiar.
O financiamento pode ser de até 100% do valor do imóvel e o prazo de pagamento é de no máximo 20 anos. Tudo vai depender da análise cadastral do interessado. Mais informações podem ser obtidas diretamente nas agências da Caixa Econômica Federal.