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Líderes querem votação sobre salários dos parlamentares ainda nesta semana

Folhapress
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Brasília - Líderes dos partidos que formam a base do governo vão pressionar hoje o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para que coloque em votação, até o final desta semana, o projeto que reajusta os salários dos deputados. A proposta será verbalizada na reunião com o presidente da Casa, marcada para hoje de manhã. Chinaglia havia pedido aos líderes, na semana passada, para que consultassem suas bancadas sobre o tema. A idéia é tomar uma decisão conjunta, para evitar que o desgaste recaia somente sobre Chinaglia.

A oposição também dará aval à proposta. “É a quarta ou quinta vez que esse tema aparece de forma desastrada por meio de iniciativas individuais. Falta o plenário encerrar esse debate”, afirmou o líder do PT na Casa, Luiz Sérgio (RJ). “Devia votar logo para encerrar essa fábrica de besteirol”, completou. “Tem que acabar com isso. Não dá para ficar neste disse-que-disse”, afirmou o líder do PTB, Jovair Arantes (GO).

Líder do governo, o deputado José Múcio (PTB-PE) avalia que este será “o assunto” da semana. “Isso precisa ser enfrentado”, afirmou. Tema de contínuo desgaste do Legislativo desde dezembro, o aumento dos salários dos parlamentares voltou à tona na semana passada, quando a Comissão de Finanças e Tributação aprovou um projeto que prevê reajuste de 26,5% nos subsídios dos parlamentares - o salário passaria dos atuais R$ 12.847 mil para R$ 16.250,00.

O aumento leva em conta a inflação acumulada entre fevereiro de 2003 e fevereiro deste ano. A Comissão também aprovou um reajuste no mesmo índice para o presidente da República, seu vice e os 34 ministros de Estado, além da isenção aos parlamentares de prestação de contas referentes a verbas de até R$ 5.417,00. É pouco provável, entretanto, que o aumento do Executivo seja votado nesta semana.

Bastante criticada, a isenção de prestação de contas também não deverá ir à votação. “A questão da verba de gabinete não passará”, disse o líder do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio (SP). Chinaglia sinalizou ontem que, se houver acordo entre os líderes, coloca o aumento em votação. “Há uma amplíssima maioria que vai defender o reajuste para repor as perdas salariais”, afirmou.

Ontem só houve sessão na Casa a partir do final da tarde, devido à falta de quórum. Muitos parlamentares reclamaram dos atrasos nos aeroportos.

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