Rio - Com a divulgação do novo sistema de contas nacionais, a expansão da economia brasileira em 2006 foi elevada de 2,9% para um crescimento de 3,7% - em valores, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro atingiu R$ 2,3 trilhões. A taxa de investimento em 2006, pela nova metodologia, ficou em 16,8%, acima de 2005, quando a taxa apurada havia sido de 16,3%.
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou revisão dos dados entre 1995 e 2005. As maiores alterações para cima ocorreram entre os anos de 2002 a 2005. A expansão da economia em 2004, por exemplo, saltou de 4,9% para 5,7%.
Em 2005, a economia passou a ter um crescimento de 2,9% em vez de 2,3% informados anteriormente. A expansão de 2003 mais que dobrou ao sair de 0,5% para 1,1%. O PIB de 2002 também teve revisão para cima de quase um ponto percentual: de 1,9% para 2,7%.
As novas contas nacionais passam a contar com referência dados de 2000 e abrangem pesquisas anuais de Indústria, Comércio, Serviços, Construção Civil e pesquisas domiciliares. Na pesquisa anterior, a referência era o ano de 1985. Além disso, os dados do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas também compõem a nova base. Agora são 56 atividades econômicas e 110 produtos, contra 43 atividades e 80 produtos calculados anteriormente. O setor de Telecomunicações dá lugar aos Serviços de Informação.
O Banco Central elevou a expectativa em relação ao crescimento da economia brasileira para este ano. A aposta é que o PIB terá uma expansão de 4,1%, ante os 3,8% previstos anteriormente. Já a projeção para a inflação foi levemente reduzida, de 3,9% para 3,8%. As previsões constam do “Relatório de Inflação”, divulgado ontem.
A justificativa da autoridade monetária para esperar um crescimento maior está baseada nos resultados recentes da atividade econômica, principalmente na melhor expectativa em relação à indústria e ao setor de serviços, que tiveram as previsões elevadas de 4,7% e 2,4% para 5% e 2,6%, respectivamente. O documento ressalta ainda que o possível impacto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não está contabilizado na projeção.