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Depois dos EUA, agora os europeus


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A repercussão positiva da nossa produção de álcool combustível conquista mais um território fundamental para estimular o crescimento da agroindústria brasileira. Depois do interesse dos norte-americanos, a Itália também confirma seu interesse no biocombustível brasileiro. De olho na determinação da União Européia sobre a substituição do petróleo por energias renováveis, é o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, a demonstrar interesse e elogiar nossa capacidade de produção de etanol.

O interesse italiano em fontes de energia renováveis e mais limpas, ambientalmente mais sintonizadas com as exigências do futuro do planeta, abre um novo capítulo para o etanol no Velho Mundo. Um capítulo escrito com maior participação brasileira no mercado mundial de combustíveis, envolvendo os agentes públicos e os setores privados da Europa.

A nova política ambiental da União Européia prevê o emprego de um quinto de energia vinda de fontes renováveis. São indicadores que demandam uma nova plataforma européia para consumo de combustíveis. Os primeiros atos concretos já estão acontecendo. A indústria brasileira anuncia que já estão sendo firmados os primeiros acordos bilaterais Brasil-Itália para desenvolver programas de cooperação técnica para produção de etanol a partir da cana-de-açúcar em países africanos. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (principal estado produtor de etanol do País), os trabalhos de cooperação serão iniciados em Moçambique para produzir álcool destinado para o abastecimento do mercado europeu.

Com isso, o Brasil vai reafirmando sua competência tecnológica para crescer e possibilitar o crescimento de outras nações igualmente necessitadas de maior justiça social, consolidando seu papel de liderança de um movimento que só tem a contribuir para um planeta mais limpo, saudável e justo para todas as nações. É, como já disse antes, o Brasil provando sua força motriz e sua disposição para mostrar aos cinco continentes que tem muito a contribuir para a evolução do mundo.

O autor, deputado federal Milton Monti, é economista, coordenador geral da Bancada Paulista no Congresso Nacional e vice-líder do Governo na Câmara Federal

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