As escolas públicas têm as menores notas no Enem. Testes de aprendizado mostram a situação dos alunos do sistema público. Greve de professores em escola estadual. Tão comum serem ventiladas e noticiados esses fatos atualmente. Mostram que a educação gratuita desse país está uma verdadeira penúria.
Para começar, os professores são mal pagos, sem estímulo algum para o trabalho de qualidade. O material tem que ser reutilizado. A ambientação dos colégios é precária. A causa disso tudo – adivinhem só – está na corrupção. O desvio das verbas é o principal causador, mais uma vez, dessas carências.
As conseqüências disso tudo: alunos de até sétima série do ensino fundamental analfabetos, alunos passando de série sem o real mérito. Professores greveando. O “improviso” de matérias de estudo.
Resumindo: aulas de péssima qualidade. Nada proporcionais aos impostos pagos para as supostas melhorias. Essa equação tem como resultado – como quase sempre – o desprovimento da qualidade.
Paisagem de uma escola particular: salas refrigeradas, laboratórios de computação e anatomia, professores bem pagos, o material chegando à mão do aluno que paga por ele. As coisas funcionando no seu devido lugar.
Paisagem de uma escola governamental: salas precárias, computadores - só quando a verba não é desviada -, merenda - só quando a verba não é desviada -, material – é preciso repetir? E aulas quando os professores não resolvem reivindicar. Muito contrastante.
A realidade é essa: o Brasil arrecada impostos de Suécia e oferece serviços de África. Um serviço educacional onde o governo finge que paga, os professores fingem que trabalham e os alunos fingem que aprendem.
E essa realidade se perpetuará até que existam governantes sérios, competentes e que ajam em prol da população.
Carolina Toledo Garib Soriano - RG: 47.780.030-0