Política

Social chega ao limite de atendimento

Luiz Galano
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A Secretaria Municipal de Bem-Estar Social de Bauru (Sebes) estima que 80 mil bauruenses vivem em situação de pobreza e necessitam de auxílio do poder público. No entanto, mesmo com mais de R$ 5 milhões previstos para este ano, não deverá aumentar significativamente o número de pessoas atendidas já que as entidades parceiras da Sebes estariam perto do limite atuação. No ano passado, os programas da secretaria e das entidades parceiras atingiram 7.960 pessoas contra 3.108 em 2005.

“Temos trabalhado com as entidades no sentido de utilizar o máximo da capacidade que elas têm tanto no que diz respeito às instalações quanto na quantidade de recursos para desenvolver os trabalhos, mas a maioria já está no seu limite”, revelou a titular da Sebes, Egli Muniz, após assinatura de convênios com entidades para este ano, ontem pela manhã. No montante de R$ 5 milhões para área social, estão verbas do Município, do Estado e do Governo Federal.

Segundo o prefeito Tuga Angerami, o valor que o município repassa para a área social é crescente. “Este ato é o reconhecimento por parte do poder público da importância do trabalho que essas entidades realizam. Os recursos destinado à área aumentaram 400% desde o início da gestão, conforme compromisso firmado durante a campanha eleitoral”, afirma.

A intenção da Sebes é estimular a criação de novas entidades e disponibilizar recursos para a ampliação das atuais. “10% da verba de cada entidade será relativa a reformas de prédios e compra de novos equipamentos exatamente para tentar ampliar os atendimentos”, afirma Egli.

Mais de 30 entidades assistenciais são parceiras da Sebes atualmente, mas a intenção da secretária é incentivar a criação e adesão de novos grupos. “Estamos desenvolvendo esforço no sentido de assessorar grupos que estão se formando para que possam se tornar entidades bem estruturadas aptas a firmar convênios com a prefeitura”, diz.

Reconhecimento

Tuga Angerami elogiou o trabalho das entidades parceiras da Sebes e reconheceu a incapacidade do poder público em manter sozinha serviços sociais de bons níveis. “Se elas (entidades) não existissem, nós teríamos, com certeza, uma enormidade de pessoas andando pelas ruas sem qualquer atendimento. Se eles não existissem, tenho cá minhas dúvidas se a prefeitura municipal teria condição sozinha de lidar com esse contingente”, diz.

Para o prefeito, são necessárias ações federais efetivas para diminuir a demanda de pessoas que precisam de assistência social. “Precisamos que a economia se aqueça, que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça no mínimo 5% ao ano, para gerar empregos, riquezas e ativar o setor produtivo. Com a taxa de crescimento atual, temos um número crescente de pessoas que ficam à margem da sociedade”, afirma.

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