Trabalhadores sem-terra do acampamento Terra Nossa, no Horto de Aimorés, e representantes da aldeia indígena de Araribá, de Avaí, estão visitando fazenda de agricultura biodinâmica e uma fábrica de laticínios em Botucatu nesta semana. O evento faz parte do projeto Capim, de capacitação e implementação de agronegócios.
Um ônibus disponibilizado pela prefeitura de Pederneiras transporta os sem-terra para conhecer a fazenda Demétria, pólo de agricultura biodinâmica e também um laticínio de produtos social e ecologicamente responsáveis.
De acordo com o engenheiro florestal Marcos Diniz, assistente técnico da Federação de Agricultura Familiar, o principal objetivo do projeto é estimular a criação de uma rede de industrialização e comercialização de produtos agrícolas. “A idéia é que os agricultores não vendam a matéria-prima, mas o produto final”, explica.
Para aproveitar melhor a visita, o grupo passou por cursos de capacitação. O programa oferece palestras e vistas, como a feita pelo grupo a um banco de sementes em Araxá (MG). “Terminamos o curso sobre plantas medicinais e já foi feito o de produção agroecológica”, explica Diniz.
A segunda etapa do projeto Capim é o mapeamento da produção dos agricultores do horto. O encerramento está previsto para o dia 21 de abril, em Ilha Comprida (SP), onde será realizada uma a exposição de produção de todas as regiões. “Andradina, por exemplo, vai divulgar seus produtos, como queijo e colorau. Do horto, vamos levar a produção de farinha de mandioca, disse.
Na semana passada, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) obteve a posse da área do Horto de Aimorés, na divisa entre Bauru e Pederneiras, onde os barracos de lona dos trabalhadores rurais sem-terra estão instalados.
Para o próximo dia 2 de abril, está prevista uma reunião entre técnicos do Incra para o planejamento do assentamento. Após a reunião, haverá almoço preparado com alimentos produzidos no acampamento.