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MPF também será acionado

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Tanto Estado quanto município esbarram na mesma dificuldade ao enfrentar as crises decorrentes da saúde pública. A tabela de valores pagos por procedimento do Sistema Único de Saúde (SUS) está tão defasada que até afugenta os médicos do sistema. Eles, por exemplo, não recebem nem R$ 8,00 por consulta.

Diante da situação, Bauru e mais 67 cidades contam apenas com um gastro e um neurologista. Para tentar reverter o problema, o Conselho Municipal de Saúde não descarta a possibilidade de recorrer ao Ministério Público Federal (MPF). Rosemary Lopes, membro do conselho, iniciará a discussão. Ela também integra o Conselho Gestor do Pronto-Socorro Central (PSC) e é gestora do Pólo Sudoeste Paulista, órgão do Ministério da Saúde.

A falta de profissionais ajuda a congestionar o sistema. Como o atendimento é moroso, muitos pacientes desistem de determinados procedimentos porque encontraram outras alternativas ou em virtude do quadro clínico, que evoluiu.

“É um caminho necessário (o de procurar o Ministério Público Federal) porque precisamos rever a política nacional de financiamento do SUS”, acrescenta Mário Ramos, secretário municipal de Saúde. Quando a prefeitura elevou o salário dos médicos, conseguiu atraí-los para concurso público.

No último houve 41 inscritos, marca recorde para os últimos tempos. Do total, 20 devem assumir suas funções até o final de abril.

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