Política

Vereador envia à Câmara projeto para abrir acesso à Nações Unidas

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Os moradores da rua Albino Tâmbara ganharam um aliado na tentativa de abrir um acesso da rua à avenida Nações Unidas. O vereador José Carlos de Souza Pereira (PT) protocolou anteontem à Câmara Municipal um projeto pedindo a revogação da Lei n.º 5415 que desafetou o terreno de propriedade do município na quadra 7 da rua, no Jardim Panorama. O termo desafetar significa anexar a área destinada à rua nos terrenos pertencentes à prefeitura.

Atualmente, a rua termina onde está instalada a tenda da Comunidade Missão Cristã.

Os moradores cobram a abertura da rua que está prevista no Plano Diretor Municipal. Eles vão entrar com ação coletiva no Ministério Público. Para isso, já colheram assinatura de 700 moradores. Exatos 30 moradores entrarão na Justiça. “Já reunimos toda a documentação necessária. Além disso, fizemos levantamento topográfico da área”, diz.

O trecho necessário para abertura da área é de 851 metros.

Segundo o morador e arquiteto Edson Antonio Perazzi de Aquino, se a prefeitura fechar a rua estará ferindo a Lei de Zoneamento da cidade. “Pela lei (de Zoneamento), para uma quadra ter mais de 200 metros, precisa de uma passarela para pedestre de oito metros de largura. Fato que não acontece na rua”, explicou.

O morador ressalta que o projeto de abertura da rua está no site da prefeitura, em um dos mapas do Plano Diretor Municipal.

O vereador acredita que a abertura da rua vai ajudar o fluxo de automóveis. “Estive em uma reunião com os moradores na semana passada e avaliei que o pedido deles faz sentido. O bairro tem poucas saídas para a avenida Nações Unidas e a abertura da rua vai ajudar a desafogar o trânsito”, argumenta.

Prefeitura

A assessoria de imprensa da prefeitura informa que desafetou a área destinada à abertura da rua nas proximidades da Comunidade Missão Cristã porque as modificações realizadas no sistema viário da região ao longo das últimas décadas tornaram a abertura da via desnecessária.

A intenção da prefeitura é vender a área desafetada, assim como os terrenos que ficam ao lado, para obtenção de recursos que serão destinados ao Fundo Municipal de Infra-Estrutura.

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