Barra Bonita - A Feira Paulista de Artesanato e Turismo (Fepatur) trouxe centenas de visitantes à Praça Waldemar Lopes Ferraz, popularmente conhecida como Praça do Teleférico, em Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru).
A feira, que não acontecia há quatro anos, voltou em sua 19.a edição com resgate de sua essência, ou seja, a divulgação do artesanato e do turismo de Barra Bonita.
A Fepatur deste ano, que foi até dia 19, limitou o número de barracas de alimentação e variedades não ligadas ao artesanato.
O comércio de entretenimento, porém, foi mantido com a instalação de um parque de diversões no local. “Para os próximos anos, pretendemos que a feira seja de diversão, mas também se torne uma vitrine para o artesanato da Barra”, salienta Walter Bragion, presidente da comissão de eventos.
Este ano também foi o primeiro em que o recinto da festa esteve cercado, garantindo uma maior segurança e o controle da venda de outras cervejas que não a marca patrocinadora da Fepatur.
A delimitação do espaço da feira estabeleceu uma afirmação da proposta de crescimento do evento para o ano que vem. “Pretendemos trazer grandes shows de renome nacional na próxima edição. Isso implicará mais segurança e um controle na entrada pela venda de ingressos”, afirma Bragion.
Este ano, a Fepatur designou o pavilhão de exposições gratuitamente para a montagem de 30 expositores de artesanato de Barra Bonita, além de um estande do Escritório Regional Bauru do Sebrae com a exposição de produtos e serviços oferecidos na região: artesanato dos grupos orientados; produtos da Incubadora de Empresa de Barra Bonita; o Projeto Empreender em parceria com Associação Comercial; e as ações em andamento no segmento de turismo.
Além da movimentação de recursos na feira, organizada pela prefeitura e da Cicrabb, a cidade conseguiu hotéis lotados. Da mesma forma, os serviços para os turistas, como restaurantes e bares, tiveram movimentação superior a dos finais de semana comuns. “A Fepatur é uma forma de mostrar a cidade para o turista, queremos que ele venha, veja o que a Barra tem a oferecer e volte com toda a família”, diz Bragion.
Artesanato e negócios
Durante a Fepatur ainda foi aberta a “Casa do Artesão”, um centro permanente de mostras e desenvolvimento das atividades artesanais da cidade.
O local vai sediar aulas para cerca de 150 crianças carentes em diversas modalidades de artesanato como “folhagens” feitas com garrafas pet, sandálias e bolsas de couro de tilápia, objetos com fibra de bananeira e peças em crochê e bordadas.
Entre os envolvidos nas atividades da “Casa do Artesão” está Irani Luiza de Paula Buzacarini, 45 anos, que ensina 30 crianças a confeccionar objetos de decoração com garrafas de refrigerante. “É gratificante ver o trabalho dos pequenos, além de ajudar na reciclagem de materiais”, afirma a senhora, que dedica-se ao ensino de artesanato há dois anos.
Além do artesanato, a feira movimenta negócios de todos os tipos. Esio de Freitas veio de São Paulo com uma barraca de variedades para a Fepatur.
Ele conta que “fez a festa” por oito anos e sentiu falta do evento durante os anos em que ele não aconteceu, já que as vendas sempre eram boas. Já João Maria Chagas esteve pela primeira vez na Barra Bonita com sua barraca de sucos e derivados de milho verde. Chagas, que trabalha há 30 anos no ramo e é de Cambará, no Paraná, pretende voltar no ano que vem.
A reportagem também conversou com o responsável pela montagem do estande da Wolkswagen, Nilson Santos, e por telefone com Wisley Ribeiro, organizador do feirão. Ambos afirmaram que a empresa já participou de outras edições da Fepatur, mas esta edição contou pela primeira vez com feirão de carros montado, inclusive com modelos importados. “Viemos divulgar. As vendas foram conseqüência.”