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Gol nega vazamento de informação sobre a aquisição da nova Varig

Folhapress
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Rio - A Gol negou o vazamento de informações sobre a compra da nova Varig à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em comunicado enviado ontem a CVM, a companhia diz que as negociações acerca da compra da Varig ocorreram de forma sigilosa e que as informações só foram inteiramente divulgadas após a conclusão da aquisição. “Até o momento da tomada de decisão e da celebração dos contratos, não existia fato relevante.

Restava à Gol apenas a alternativa de fazer a divulgação incompleta de acordos ainda em negociação, o que inevitavelmente causaria uma instabilidade prejudicial aos mercados de negociação”, diz a empresa.

A empresa alega ainda que até o dia 27 não havia tomado uma decisão sobre a compra e, portanto, “não poderia antecipar eventos específicos futuros e ainda necessariamente incertos”. A autarquia classificou a resposta da Gol como genérica.

Ela questiona a oscilação das ações e disse que o diretor de Relações com Investidores da companhia, Richard Lark, pode ser punido por insuficiência de informações prestadas ao mercado. No comunicado assinado por Lark, a Gol informa ainda que todas as discussões com a Varig foram conduzidas e mantidas em regime de sigilo. “Por esta razão, a Gol informou aos mercados em 27 de março de 2007 que “investiga e considera” aquisições e não havia tomado decisão até o ‘momento’, pois não poderia antecipar eventos específicos futuros e ainda necessariamente incertos. Observamos que até o dia 28 de março de 2007, as oscilações do preço das ações de emissão da Gol não indicavam qualquer vazamento de informações”, acrescenta o comunicado.

A CVM também enviou ofício à “velha Varig”, que permanece em recuperação judicial, questionando a valorização dos papéis, já que não há relação direta com o negócio entre a Gol e a nova Varig.

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