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Problemas no setor aéreo vêm de decênios, diz ministro da Defesa

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
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Brasília - Em meio à maior crise do setor aéreo, o ministro da Defesa, Waldir Pires, disse ontem que as soluções para o tráfego aéreo não são instantâneas e o governo não vai negociar com controladores. Pires disse que os problemas no controle aéreo do País “são fatos antigos, vêm de decênios”.

Acrescentou que “estão sendo estudadas soluções” para serem encaminhadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e elas podem sair a qualquer momento, mas fez a ressalva de que não tem “condições de dizer o dia e a hora”. Na terça-feira, o presidente Lula exigiu soluções imediatas, com dia e hora.

Numa reunião de emergência conjunta com o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, o presidente da Infraero, José Carlos Pereira, e chefes militares, Pires disse que o governo está tomando medidas para solucionar a crise aérea, como investimentos em equipamentos e em recursos humanos. “É preciso ter paciência. Toda vez que houve impaciência neste País, houve retrocesso.” O ministro sinalizou ainda que o governo prepara medidas para desmilitarizar o controle do tráfego aéreo brasileiro.

Ao mesmo tempo o ministro, pela primeira vez, endureceu o discurso com os grevistas e disse que o governo prepara medidas jurídicas contra a crise. “O Estado democrático não pode ficar refém de ninguém”, afirmou. Pires, porém, minimizou a importância das transferências de controladores como estopim da crise.

Segundo ele, a carreira militar tem disciplina diferente da civil e a “remoção ou transferência são mecanismos normais da vida militar”. Mais cedo, Waldir Pires sinalizou ontem que o governo prepara medidas de desmilitarização do controle do tráfego aéreo. Ao mesmo tempo, o ministro exigiu disciplina militar dos controladores. “Espero que os controladores militares, enquanto sejam controladores militares, estejam atentos às suas responsabilidades”, disse Pires.

Mais uma vez o ministro pediu paciência aos controladores e disse que deverá entregar a Lula, num prazo de dez a 15 dias, um estudo completo com um diagnóstico da crise, metas para resolver os problemas do tráfego aéreo.

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