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Congresso Nacional do PT em São Paulo discute o rumo de petistas

Folhapress
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São Paulo - Falando em rever erros e reconquistar o apoio dos intelectuais e da militância, o Campo Majoritário do PT apresentou ontem a tese para o 3.º Congresso Nacional do PT. O evento foi marcado para discutir o destino do partido após as crises de 2005, como a do mensalão. “Precisamos fazer um balanço sério, criterioso e profundo para mudar o PT. Não fazemos o discurso fácil de que não precisamos mudar. Queremos aprofundar nosso diálogo e nosso compromisso com a democracia”, disse o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, que homenageou Apolônio de Carvalho, um dos fundadores do PT e militante número um.

O senador Aloizio Mercadante afirmou que o partido não quer mudar sua história, mas projetá-la para o futuro. De forma indireta, criticou o PFL, que mudou o nome para Democratas. “Nós não queremos mudar a nossa história. Quem teve de mudar a sua história mudando de nome não foi o PT”, afirmou.

Os petistas repetiram que não se trata de refundação. “O PT não precisa ser refundado, mas precisamos construir um diálogo interno mais forte para que o partido saia mais forte do Congresso”, disse o presidente Ricardo Berzoini. “O PT precisa ser contemporâneo, mas fundar de novo, não”, afirmou o deputado João Paulo Cunha. O ministro da Previdência, Luiz Marinho, convocou os sindicalistas e militantes a retomarem a participação no partido. “Sentimos falta de uma participação maior. O PT tem a grande responsabilidade de continuar conduzindo o futuro do nosso Brasil”.

No texto, o Campo Majoritário reconhece os erros do PT -sem falar de “mensalão”, defende a “radicalização da liberdade de imprensa” e o combate à corrupção. O texto defende a retomada do debate sobre o socialismo petista sem “que se torne uma camisa-de-força”.

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