Além de equacionar o débito com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), a prefeitura precisa encontrar uma alternativa rápida para solucionar a carência de luz em 2 mil postes que não possuem braços de iluminação pública em Bauru. É o que cobra o vereador Marcelo Borges (PSDB), para quem o investimento necessário às instalações - o custo estimado pela CPFL é de R$ 660 mil - é pequeno se comparado ao orçamento municipal.
“O custo-benefício para a cidade seria muito grande. Esse valor (R$ 660 mil) é muito pouco dentro do orçamento da cidade e a prefeitura tem R$ 20 milhões em caixa para investir”, questiona Borges.
Além disso, o vereador ressalta que os 2 mil bicos de luz ausentes não representam nem 10% do total de postes dotados de iluminação pública existentes no município, que atualmente chegam a 32.315 pontos. O prefeito (Tuga Angerami), deveria enfrentar essa questão da dívida e encontrar uma alternativa o mais rápido possível para resolver a carência da cidade em bicos de luz”, enfatiza Borges.
O parlamentar tucano critica, ainda, o fato de Tuga ter declarado que a iluminação pública seria uma de suas prioridades na administração. “Até agora, ele instalou apenas 46 novos braços de luz em dois anos, que custaram pouco mais de R$ 16 mil e atendeu bairros como o Gasparini, Parque City, Nova Bauru, Pousada da Esperança e Vila São Paulo. É pouca coisa”, protesta.
Por fim, Borges também comentou o contrato celebrado entre a prefeitura e a CPFL para execução de serviços de modernização e melhorias no sistema de iluminação das vias públicas. “Isso é uma lei federal que obriga as empresas a investirem em tecnologia de redução de energia. Essa troca, em que a CPFL está dando uma contrapartida, nada mais é do que esse acerto”, concluiu o tucano.